Garantir alimento no prato das famílias acreanas tem sido uma das frentes centrais da atuação da vice-governadora Mailza Assis à frente da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). A política de segurança alimentar executada pelo governo do Acre combina assistência social, dignidade e redução da vulnerabilidade, com foco na erradicação da fome e da insegurança alimentar e nutricional.
Entre as principais ações está o apoio ao programa Cozinhas Solidárias, formalizado por meio de termo de fomento entre a SEASDH e a Cozinha Solidária Marielle Franco, gerenciada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), com apoio do Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome (MDS), do governo estadual e de parceiros institucionais.
Atualmente, Rio Branco conta com duas cozinhas solidárias, responsáveis pela produção de cerca de 500 refeições diárias, de segunda a sexta-feira, o que representa aproximadamente 10 mil refeições por mês. Uma das unidades funciona no bairro da Paz e a outra foi inaugurada recentemente pela vice-governadora Mailza Assis, a partir de parceria com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que cedeu o imóvel ao Estado para a execução das atividades.
Para Mailza, a política vai além da entrega de alimentos. “Garantir alimento no prato de cada família acreana é mais do que uma política pública: é um compromisso humano. Segurança alimentar não é favor, é direito. Nosso trabalho é assegurar dignidade e tranquilidade às famílias que mais precisam”, afirmou.
Com o apoio de mais de 70 voluntários, as cozinhas atendem diariamente três regiões da capital. Comunidades como a do Mutambo recebem refeições para mais de 110 pessoas, com meta de ampliação para 250 atendidos. Cada família pode retirar até quatro marmitas, com refeições balanceadas, respeitando a cultura alimentar local.
Moradores relatam impactos diretos no cotidiano. “A comida chega no horário certo, ao meio-dia. Muitas famílias não têm tempo ou condições de preparar o almoço, e isso faz toda a diferença”, conta Maria Lucilene de Lima, moradora da comunidade.
A coordenadora da Cozinha Solidária, Risomalia de Paula Souza, destaca que o novo espaço amplia o alcance das ações e permite a oferta de cursos e oportunidades para mães em situação de vulnerabilidade. “Agora conseguimos atender mais pessoas e acolher famílias de forma mais ampla”, explicou.
Em 2025, a estimativa é de que mais de 168 mil refeições tenham sido distribuídas. O termo de fomento firmado pelo Estado garante repasses trimestrais que somam mais de R$ 120 mil, fundamentais para a manutenção das atividades. Segundo a SEASDH, os recursos possibilitam a produção de cerca de 8 mil marmitas mensais, além da oferta de verduras, legumes e frutas, fortalecendo a agricultura familiar.
Os avanços se inserem em um contexto mais amplo de políticas públicas. Em 2024, o Acre passou a integrar o grupo de estados com Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional aprovado e deixou a lista das unidades da federação sem legislação específica na área. Entre as medidas estruturantes está a criação do Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PAA Estadual), instituído pela Lei nº 4.598/2025, voltado ao enfrentamento da fome e ao fortalecimento da produção familiar.
Para Mailza Assis, os resultados são visíveis no dia a dia das comunidades. “É a marmita chegando no horário do almoço, a família que volta do trabalho ou da escola com a certeza de que a refeição estará garantida. Isso é segurança, é dignidade, é presença do Estado”, concluiu.








