Governo do Acre articula retomada da subvenção da borracha e do murumuru no Vale do Juruá

O governo do Acre iniciou uma articulação para retomar o pagamento da subvenção econômica estadual da borracha e do murumuru no Vale do Juruá, com uma agenda institucional conduzida pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) e pelo programa REM-KfW em municípios da região. A mobilização passou por Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul e Tarauacá e mira a reorganização das cadeias extrativistas para reativar o incentivo previsto na Lei nº 1.277/1999.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Produção Familiar (Deprof), por meio da Divisão de Remuneração de Serviços Ambientais (Dirsa), com previsão de alcançar mais de 500 produtores com a retomada do pagamento. Segundo a Seagri, o trabalho inclui a apresentação dos procedimentos para o repasse da subvenção, a quitação de valores em atraso e a transição para um modelo de gestão mais atualizado do incentivo para os produtos florestais.

Em Rodrigues Alves, a equipe tratou do tema com a Cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra), que atua na produção de borracha e na comercialização do óleo de murumuru. Durante assembleia com cooperados, a Dirsa detalhou o fluxo de pagamento e as mudanças operacionais previstas para a regularização e o retorno do benefício.

O chefe do Departamento de Produção Familiar, Josicley Azevedo, afirmou que a medida concentra esforços na organização da cadeia e na preparação do retorno do pagamento. “Nosso objetivo é organizar e aprofundar o entendimento sobre a cadeia produtiva da borracha e do murumuru, preparando o retorno do pagamento da subvenção da borracha, uma política pública que beneficia diretamente os produtores”, disse.

No planejamento apresentado pela Seagri, o governo projeta o pagamento da safra de murumuru 2024/2025 ainda no primeiro semestre. Até o fim do ano, a previsão é concluir o pagamento das safras de 2026, tanto da borracha quanto do murumuru, com a meta de dar previsibilidade a quem depende da atividade extrativista.

A gestora da Seagri, Temyllis Silva, associou a retomada do incentivo ao peso histórico da borracha e à importância do extrativismo para a economia local. “Fortalecer essas cadeias produtivas por meio da subvenção é reconhecer a importância da borracha e do murumuru para a nossa economia, além de garantir renda aos produtores que mantêm essa atividade”, afirmou.

Com a retomada do pagamento e a regularização de pendências, o governo estadual busca reforçar a renda de famílias extrativistas e ampliar a estabilidade econômica nas comunidades do Juruá, com impacto direto na produção e no funcionamento de cooperativas e grupos produtivos ligados à cadeia da borracha e do murumuru.

 

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