O governo do Acre decretou neste domingo (5) situação de emergência de nível II em seis municípios do estado atingidos pela cheia dos rios, com foco no atendimento às populações afetadas e na ampliação da capacidade de resposta das prefeituras. A medida abrange Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro, onde os níveis dos rios ultrapassaram ou se aproximaram das cotas de transbordamento após semanas de chuva intensa.
No Vale do Juruá, o decreto chega enquanto Cruzeiro do Sul ainda convive com alagamentos. O Rio Juruá entrou em vazante, mas permanece acima da cota de transbordo: a medição deste domingo apontou 14,07 metros, mais de um metro acima do limite de 13 metros. A enchente mantém famílias fora de casa e sustenta a operação de abrigamento e assistência no município, com acolhimento em espaços montados pela prefeitura e equipes atuando em áreas ribeirinhas e bairros atingidos.
A formalização da emergência foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado e estabelece vigência de 180 dias, com a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil na coordenação das ações emergenciais, incluindo mobilização de recursos, apoio logístico às prefeituras e atendimento a áreas isoladas. O decreto também autoriza medidas administrativas para acelerar a instalação de abrigos, a compra de insumos e a execução de despesas relacionadas à resposta ao desastre.
O texto que embasa a medida considera o volume elevado de chuvas registrado nos primeiros dias de abril, com acumulados acima das médias climatológicas em municípios do interior, e aponta risco de manutenção do cenário com a tendência de precipitações acima do normal. Com o Juruá ainda em nível de transbordamento e a elevação atingindo outras bacias no estado, a expectativa é de continuidade do atendimento humanitário e de ações de mitigação até que os rios recuem de forma consistente e seja possível iniciar a recuperação de áreas e serviços afetados.








