A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) alertou nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, para a necessidade de atualizar o esquema vacinal contra a covid-19, com foco nas doses de reforço de idosos, gestantes e crianças, enquanto o estado aparece em situação de risco para aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, afirmou que a cobertura das duas primeiras doses chegou a 89% desde o início da campanha, mas a procura pelo reforço entre os públicos prioritários segue abaixo do necessário. “As coberturas são muito baixas. Os idosos deveriam receber dois reforços por ano, as gestantes precisam de uma dose a cada gestação e as crianças devem completar o esquema básico de três doses”, disse.
Segundo Renata, a vacinação infantil concentra a maior preocupação. “A covid-19 continua fazendo vítimas, principalmente entre os extremos de idade, como idosos e crianças. Por isso, é fundamental manter a vacinação em dia”, afirmou. Ela também citou a capacidade de mutação do vírus e a queda de proteção ao longo do tempo. “O Brasil ainda registra mortes por covid-19. É um vírus respiratório com alta capacidade de mutação, o que exige atualização constante dos reforços. A proteção cai com o tempo, e a vacina é ajustada para acompanhar as variantes”, declarou.
No abastecimento, o Ministério da Saúde comunicou nesta semana o envio de 5 mil doses ao Acre. A Sesacre informou que o volume acompanha a demanda atual, que diminuiu, mas segue suficiente para atender a procura registrada nas unidades. “O Estado recebe doses todos os meses. Hoje, o volume é menor porque a procura diminuiu, mas ainda é suficiente para atender à demanda”, afirmou Renata.
No país, até 11 de abril de 2026, foram registrados mais de 60 mil casos de síndrome gripal por covid-19 e mais de 30 mil casos de SRAG. Uma parcela desses casos foi relacionada à doença, com registro de mortes associadas, segundo dados do Ministério da Saúde. A Sesacre reforçou que o esquema vacinal segue orientações por faixa etária e condições clínicas e recomendou que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação e atualizar as doses, especialmente entre idosos, gestantes, crianças e pessoas imunocomprometidas, além de grupos como trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades.








