Acre mantém monitoramento do Rio Tarauacá após retirada de balsa e multa de R$ 3 milhões

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O governo do Acre manteve nesta sexta-feira (1º) o monitoramento da qualidade da água do Rio Tarauacá, em Jordão, dois dias depois da retirada completa da balsa que afundou no leito do rio e provocou derramamento de óleo diesel. No mesmo dia, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) aplicou multa de R$ 3 milhões à empresa responsável pelo acidente, ocorrido entre 24 e 25 de abril, com impactos ambientais e sociais na região.

Equipes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) seguem em campo com coleta de amostras em pontos ao longo do curso do Tarauacá para análises físico-químicas, com foco em parâmetros associados ao diesel e em possíveis alterações de indicadores de qualidade da água. A balsa foi retirada na quarta-feira (29) e, desde então, não houve novo registro de vazamento, segundo o governo estadual. “Houve a interrupção do derramamento e a retirada completa da balsa. Agora, nossas ações estão concentradas no monitoramento da qualidade da água”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho.

A chefe do Departamento de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental da Sema, Maria Antônia Zabala, disse que os resultados laboratoriais vão orientar eventuais medidas adicionais de mitigação e novas orientações às comunidades que usam o rio como manancial. O trabalho inclui a verificação de rastro de contaminação e de material em suspensão, além de diagnóstico visual preliminar nas proximidades do ponto do acidente.

A autuação do Imac foi motivada por poluição hídrica, risco à fauna aquática e prejuízos às populações ribeirinhas. A empresa tem 20 dias para apresentar recurso. A força-tarefa acionada no município reúne, além do Imac e da Sema, Defesa Civil estadual, Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Secretaria de Saúde, Ciopaer, Batalhão de Policiamento Ambiental, Corpo de Bombeiros e Secretaria dos Povos Indígenas.

No início da resposta emergencial, a Secretaria de Saúde do Acre emitiu alertas para que unidades de saúde estivessem preparadas para possíveis atendimentos por intoxicação por inalação de diesel. A Secretaria dos Povos Indígenas afirmou que a atuação integrada também busca proteger as comunidades indígenas da região, enquanto a prefeitura de Jordão disse que o apoio do Estado tem sido decisivo para o atendimento à população.

Com a balsa fora do rio e a multa formalizada, o governo informou que o acompanhamento permanece até a consolidação dos laudos e a definição de novas medidas, caso as análises apontem contaminação no trecho monitorado, em um município onde o abastecimento e a rotina de comunidades ribeirinhas dependem diretamente do Tarauacá.

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