A Petrobras iniciou em 1º de maio de 2026 a operação da plataforma P-79 no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, e passou a contar com a oitava unidade em produção na área, o que elevou a produção do campo para cerca de 1,33 milhão de barris de óleo por dia.
A companhia afirmou que o início foi antecipado em três meses em relação ao cronograma previsto. A P-79 tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. A operação prevê escoar gás para o continente por meio do gasoduto Rota 3, com acréscimo de até 3 milhões de metros cúbicos por dia à oferta nacional.
A plataforma integra o projeto Búzios 8, módulo de produção planejado com 14 poços, sendo oito produtores e seis injetores, usados para manter a pressão do reservatório. A Petrobras informou que a produção será elevada de forma gradual, conforme a interligação dos poços e a estabilização dos sistemas da unidade.
Em comunicado, a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, disse que “cada nova unidade em produção demonstra o compromisso da companhia com a segurança energética do país”. Já a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, afirmou que “a antecipação do início de produção da P-79 mostra a capacidade da Petrobras em planejar e entregar projetos complexos, desde a engenharia até a operação, com foco permanente em segurança”.
A P-79 foi construída na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro. A empresa informou que o FPSO veio com equipes a bordo para adiantar o comissionamento durante o translado. A unidade tem 345 metros de comprimento e 180 metros de altura até o topo do flare.
Descoberto em 2010, Búzios é o maior campo do país em reservas e, em 2025, superou a marca de 1 milhão de barris produzidos diariamente. A Petrobras planeja adicionar novas plataformas ao campo nos próximos anos, com unidades já em construção e outra em processo de licitação, mantendo Búzios como o principal eixo de expansão do pré-sal.
A entrada da P-79 ocorre em meio a um choque de preços no mercado internacional, associado à escalada do conflito no Irã. A região concentra grandes produtores e o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de óleo e gás, o que aumenta a sensibilidade dos preços a interrupções logísticas.







