Inflação projetada sobe para 5,11% em 2026 e mercado reforça aposta em juros altos

O mercado financeiro elevou de 5,09% para 5,11% a previsão para a inflação oficial do país em 2026, ampliando a distância em relação ao teto da meta e reforçando a expectativa de juros ainda elevados ao longo do ano. A nova estimativa também veio acompanhada de leve alta na projeção para a taxa Selic no fim de 2026, enquanto a expectativa para o crescimento da economia teve ajuste marginal para cima.

A meta contínua de inflação está fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Na prática, o intervalo vai de 1,5% a 4,5%. Com a nova projeção do mercado acima desse limite, a pressão sobre a política monetária volta ao centro das atenções em um momento de encarecimento de combustíveis e alimentos.

No dado mais recente já divulgado, a inflação oficial de abril ficou em 0,67%, e o acumulado em 12 meses chegou a 4,39%, ainda dentro da banda da meta, mas perto do teto. A leitura de maio será conhecida em 12 de junho e deve servir como novo termômetro para a condução dos juros.

Hoje, a Selic está em 14,5% ao ano. Para o fechamento de 2026, a aposta do mercado subiu de 13,25% para 13,5%. A próxima reunião do Copom, marcada para 16 e 17 de junho, ganhou peso extra diante da piora das expectativas inflacionárias.

Ao mesmo tempo, a estimativa para o crescimento do PIB neste ano passou de 1,9% para 1,91%. O resultado veio depois de a economia brasileira avançar 1,1% no primeiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores. Para o dólar, a projeção do mercado ficou em R$ 5,15 no fim de 2026.

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