O governo do Acre e a construtora responsável pela ponte Frei Paolino Baldassari saíram sem acordo da audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira, 11 de junho, sobre o desabamento da estrutura em Sena Madureira. Com o impasse, o processo continua na Justiça, e o Estado mantém a cobrança por reparação dos danos, medidas emergenciais e atendimento às famílias atingidas.
A ação foi aberta para apurar a responsabilidade pelo colapso de parte da ponte sobre o Rio Iaco, ocorrido na noite de 5 de junho. Antes da audiência, a Procuradoria-Geral do Estado e o Deracre já haviam pedido à Justiça que a empresa assumisse despesas médicas e de reabilitação das vítimas, apresentasse um laudo sobre as condições da estrutura remanescente e executasse providências imediatas para reduzir os riscos no local.
O caso mobilizou diferentes áreas do governo desde o desabamento. Quatro pessoas ficaram feridas, segundo informações oficiais, e equipes dos bombeiros, da Defesa Civil, da Saúde e da assistência social foram deslocadas para a região. A navegação no trecho atingido do Rio Iaco também foi suspensa por segurança.
Paralelamente à disputa judicial, o Estado iniciou visitas a áreas do Segundo Distrito de Sena Madureira para identificar moradores em situação de vulnerabilidade após a queda da ponte. O trabalho inclui levantamento social e encaminhamento de demandas emergenciais das famílias que vivem nas proximidades.
Sem conciliação, a disputa deve avançar para novas decisões judiciais sobre obrigação de fazer, ressarcimento ao poder público e possíveis garantias para assegurar o cumprimento das medidas. O episódio ampliou a pressão sobre a empresa e aprofundou uma crise que atinge a mobilidade urbana, a segurança da população e a rotina de uma das principais ligações de Sena Madureira.







