O Acre aparece na 18ª posição do ranking nacional dos menores salários médios por profissão, em levantamento baseado nas declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física. No estado, a menor remuneração média foi registrada entre trabalhadores da pesca, caça e extrativismo florestal, com rendimento mensal de R$ 718,21.
O resultado coloca o Acre em posição intermediária no levantamento, acima de estados do Norte e do Nordeste que registraram médias menores nas profissões de menor rendimento. No Amazonas, a menor média foi de R$ 589,81. No Amapá, ficou em R$ 477,94. Na Paraíba, chegou a R$ 372,73, enquanto Sergipe teve R$ 346,43. O menor valor do país foi registrado no Piauí, com média de R$ 200,00 na atividade de psicanalista.
Na outra ponta, estados com economias maiores tiveram pisos médios mais altos mesmo entre as ocupações com menor remuneração. Em São Paulo, a menor média foi de R$ 1.492,24 entre trabalhadores de serviços de embelezamento e cuidados pessoais. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com R$ 1.458,62, e o Distrito Federal, com R$ 1.268,10.
Os dados mostram que os menores rendimentos pagos por pessoas jurídicas no país se concentram em atividades primárias, serviços pessoais, comércio, atividades culturais e ocupações ligadas à subsistência. No caso acreano, a presença da pesca, caça e extrativismo florestal entre as menores remunerações acompanha um padrão visto em outros estados, como Bahia, Maranhão, Amazonas, Amapá, Paraíba e Sergipe.
A metodologia considera apenas valores formais pagos por pessoas jurídicas e informados nas declarações do Imposto de Renda. Os painéis estatísticos da Receita Federal usam dados agregados e preservam o sigilo fiscal dos contribuintes, com recortes por localização, faixa de renda, ocupação, raça, cor, sexo e faixa etária.







