A Fifa reagiu neste fim de semana à crise envolvendo o presidente Gianni Infantino e afirmou que existe um “esforço coordenado e contínuo” para enfraquecer sua liderança. A entidade defendeu que qualquer tentativa de contestar o dirigente deve respeitar os estatutos, os procedimentos eleitorais e a estrutura de governança da organização.
A manifestação ocorre após o fracasso de uma proposta de Infantino para captar cerca de US$ 4,2 bilhões com a venda de uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela Fifa. O projeto enfrentou resistência da Uefa, de federações nacionais e de dirigentes ligados à própria entidade.
A reação ao plano ampliou a pressão sobre Infantino e provocou pedidos para que ele deixe o cargo. A crise levou dirigentes da Fifa a uma reunião no Marrocos, onde a cúpula da organização reafirmou apoio ao presidente.
No comunicado, a Fifa não identificou quem estaria por trás das tentativas de enfraquecer Infantino. A entidade afirmou que opositores sem apoio suficiente entre as federações filiadas não devem recorrer a acusações, insinuações ou informações falsas para obter resultados que não conseguem alcançar pelos processos internos.
A manifestação também ocorreu após reportagens do jornal britânico The Daily Telegraph sobre pagamentos feitos pela Uefa a um ex-funcionário no período em que Infantino ocupava o cargo de secretário-geral da entidade europeia. O dirigente negou as acusações, enquanto a Fifa classificou as alegações como sem fundamento.
A Fifa afirmou ainda que não vai apoiar ou tolerar qualquer processo relacionado à eleição de seu presidente que contrarie as regras da organização. Infantino está no comando da entidade desde 2016 e enfrenta um dos períodos de maior pressão política de sua gestão após o recuo no projeto que previa a entrada de investidores privados na exploração comercial de competições da Fifa.







