O governo do Acre instituiu o Gabinete de Crise Hídrica para coordenar as ações de enfrentamento à estiagem, à queda no nível dos rios e ao risco de incêndios florestais no estado. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira, 12 de junho, e busca organizar a resposta do poder público diante do agravamento do período seco.
A nova estrutura foi montada para concentrar o monitoramento da situação, acelerar decisões e integrar diferentes áreas da administração estadual. O gabinete será presidido pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e terá atuação articulada com a Casa Civil e outros órgãos ligados ao meio ambiente, saúde, assistência social, saneamento, segurança pública e políticas para povos indígenas.
Entre as atribuições do grupo estão o acompanhamento dos impactos da estiagem, a definição de medidas emergenciais e a articulação de ações para reduzir danos ambientais e sociais. O decreto também prevê a criação de grupos técnicos e permite a participação consultiva de instituições públicas e privadas nas reuniões, conforme a necessidade.
Cada órgão envolvido deverá indicar um representante titular e um suplente. A participação será considerada serviço público relevante, sem pagamento extra. Com a nova norma, o governo atualiza a estrutura de resposta à crise climática e reforça a mobilização preventiva num cenário de maior pressão sobre os recursos hídricos e de aumento do risco de queimadas em várias regiões do Acre.







