O governo do Acre foi selecionado para participar do Projeto Estudantes em Movimento 2026, iniciativa nacional voltada ao fortalecimento do controle social e da educação cidadã nas escolas públicas, com execução conjunta da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE). A adesão ocorreu na categoria “Decolagem”, destinada a órgãos que estão iniciando ou estruturando ações dentro da metodologia do programa.
Coordenado pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), o Estudantes em Movimento reúne controladorias estaduais e municipais de diferentes regiões do país. Nesta edição, além do Acre, foram selecionadas as controladorias estaduais de Sergipe e Piauí e os municípios de Maceió (AL), Anápolis (GO), Londrina (PR), São Luís (MA), Mirante do Paranapanema (SP), Caruaru (PE) e Ibirité (MG). O edital previu cinco vagas para controladorias estaduais na categoria “Decolagem”, e o Acre ficou entre os três estados escolhidos.
No estado, o projeto será aplicado em dez unidades escolares distribuídas por Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo. As ações abrangem diferentes modalidades de ensino, incluindo educação indígena, Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino fundamental e ensino integral.
A execução começa com a criação de um grupo de trabalho com representantes dos órgãos envolvidos para planejar, acompanhar e avaliar as atividades. A formação dos pontos focais ocorreu em 9 de abril, com apresentação da metodologia, e a capacitação de professores está prevista para 16 de abril, em dois horários. A proposta central é levar ao ambiente escolar a metodologia de auditoria cidadã, estimulando o protagonismo estudantil e a participação dos alunos na melhoria da gestão pública.
O secretário de Estado de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, afirmou que “a escola atua como o núcleo da formação cidadã” e que o projeto aproxima estudantes do funcionamento da gestão pública ao “conectar o debate institucional à realidade dos nossos alunos, abrangendo desde as áreas urbanas até as comunidades indígenas”. Já a controladora-geral do Estado, Mayara Cristine Bandeira de Lima, disse que a participação da CGE “reafirma nosso compromisso com a formação de cidadãos conscientes” e com uma gestão “mais transparente e responsável”.
Segundo o planejamento divulgado, as atividades serão adaptadas às especificidades regionais, incluindo a extensa área territorial e a presença de comunidades indígenas em locais de difícil acesso, com ajuste das ações às realidades socioculturais atendidas. A meta é tornar a metodologia uma prática permanente na rede estadual, com formação contínua de multiplicadores e apoio técnico da CGE ao longo do ano, etapa que deve definir a escala de expansão do projeto após a implementação nas primeiras escolas.








