Acre registra 21 focos de calor e lidera redução de queimadas no país em 2026

O Acre registrou 21 focos de calor entre janeiro e maio de 2026 e passou a liderar o ranking nacional de redução de queimadas no período. O dado coloca o estado com o menor número de ocorrências do país nos cinco primeiros meses do ano e representa queda de cerca de 58% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram contabilizados 51 focos.

Na comparação com outros estados da Amazônia Legal, o Acre aparece à frente de Rondônia, com 36 focos, e do Amazonas, com 128. Em volume absoluto, os maiores registros da região ficaram com Pará, com 1.607, Mato Grosso, com 1.550, e Tocantins, com 1.371.

A série histórica mostra oscilação baixa no estado nos últimos anos. Foram 56 focos em 2020, 45 em 2021, 66 em 2022, 17 em 2023, 32 em 2024, 51 em 2025 e 21 nos primeiros അഞ്ച് meses de 2026. O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, afirmou que o resultado combina condições climáticas observadas no início do ano com ações de monitoramento e fiscalização, mas disse que o segundo semestre ainda exige atenção por causa do período mais crítico da estiagem.

Parte da estratégia do governo estadual está concentrada na Operação Amburana, iniciada em fevereiro e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental, o Centro Integrado de Operações Aéreas e o Instituto de Meio Ambiente do Acre. A ação atua no combate ao desmatamento ilegal e na redução do risco de queimadas durante a seca.

Na primeira fase, a operação alcança 242 áreas com alertas de desmatamento distribuídas em cinco regionais do estado. Nos primeiros sete dias de trabalho, as equipes fiscalizaram 94 alertas, embargaram 684,6 hectares, apreenderam 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicaram cerca de R$ 3,4 milhões em multas.

O planejamento para a estiagem também inclui a seleção de brigadistas comunitários para atuar em unidades de conservação estaduais. A formação é conduzida em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Neste ano, a política conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões, com recursos do Programa REM Acre e apoio de parceiros.

Em 2025, a atuação das brigadas já havia sido associada à queda de 75% nos focos de calor no estado em relação ao ano anterior. Nas unidades de conservação, a redução ficou em cerca de 97,7% entre janeiro e outubro. Com esse resultado no início de 2026, o Acre tenta atravessar o período seco mantendo o menor patamar de queimadas do país.

 

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