O Acre fechou 2025 com 502 casos de tuberculose e uma taxa de 56,8 ocorrências por 100 mil habitantes, acima da média brasileira, de 39,5 por 100 mil. Os números colocam o estado entre as unidades da federação com maior incidência da doença no país, em um cenário nacional que contabilizou 84.368 casos novos no ano.
No estado, 443 notificações — 88,2% do total — foram de tuberculose pulmonar, a forma mais transmissível. Entre os pacientes, 63,3% eram homens e 36,7% mulheres, perfil que acompanha o padrão observado no país.
A testagem para HIV entre pessoas com tuberculose alcançou 95,8% dos casos novos no Acre em 2025, com 481 pessoas testadas. A coinfecção TB-HIV apareceu em 27 pacientes, o equivalente a 5,4% dos casos novos. Entre os coinfectados, 74,1% estavam em tratamento com terapia antirretroviral.
O estado registrou dois diagnósticos de tuberculose feitos apenas após o óbito, número que corresponde a 0,3% do total. No acompanhamento dos casos, a taxa de cura entre pacientes novos chegou a 81,5%, com 81,8% nos casos pulmonares e 83,2% quando houve confirmação laboratorial. O tratamento diretamente observado, estratégia usada para reforçar a adesão ao esquema terapêutico, foi aplicado em 43,3% das notificações.
O abandono do tratamento permaneceu como um dos principais desafios: 9,6% dos casos novos interromperam o acompanhamento, percentual que sobe para 10,3% entre pacientes com tuberculose pulmonar. O resultado mantém a pressão sobre a rede de saúde, porque a interrupção aumenta o risco de transmissão e de agravamento do quadro, além de dificultar o controle da doença em áreas com incidência elevada.







