Acre tem a segunda maior taxa de famílias abaixo da linha da pobreza no Brasil

O Acre tem a segunda maior proporção de famílias abaixo da linha da pobreza entre os estados brasileiros. O levantamento divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Centro de Liderança Pública (CLP) mostra que 7,4% dos domicílios acreanos possuem renda mensal por pessoa inferior a R$ 218. O estado ocupa a 26ª posição entre as 27 unidades da federação, à frente apenas do Maranhão, que registra 7,6%.

Os números fazem parte do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado com base em informações de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual registrado no Acre aumentou em relação à edição anterior do levantamento, quando 6,8% dos domicílios estavam abaixo da linha da pobreza. A diferença foi de 0,6 ponto percentual, acompanhada de uma queda da 25ª para a 26ª colocação nacional.

Na Região Norte, o Acre apresenta o maior percentual de famílias nessa condição. O Amapá aparece em segundo lugar, com 5,3%, seguido pelo Amazonas, com 4,1%, Pará, com 3,8%, Roraima, com 3,4%, Rondônia, com 2,9%, e Tocantins, com 2,6%.

A diferença entre o Acre e Rondônia, estado vizinho, chega a 4,5 pontos percentuais. Em relação ao Tocantins, que apresenta o menor índice da Região Norte, a distância é de 4,8 pontos percentuais.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul ocupa a primeira posição, com apenas 1,8% dos domicílios abaixo da linha da pobreza. Mato Grosso e Minas Gerais aparecem em seguida, ambos com 1,9%. Paraná, Goiás e Distrito Federal registram 2% cada.

O indicador utiliza como referência a renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa, estabelecida pelo Governo Federal em 2023, por meio do Decreto nº 11.566. O cálculo permite comparar a proporção de domicílios de baixa renda entre os estados brasileiros.

A avaliação integra o pilar de Sustentabilidade Social do Ranking de Competitividade dos Estados, composto por 16 indicadores e responsável por 11,3% da pontuação geral. O levantamento é publicado pelo CLP desde 2011, com pesquisa técnica da Tendências Consultoria.

 

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