Alysson Bestene mobiliza prefeitura em Brasília, antecipa retorno e transforma enxurrada em teste de comando em Rio Branco

A enxurrada que atingiu Rio Branco na manhã desta terça-feira, 14 de abril, levou o prefeito Alysson Bestene a acionar a máquina municipal mesmo fora do estado, ordenar mobilização total das equipes e antecipar o retorno à capital ainda nesta noite. Em Brasília para cumprir agenda no Ministério da Defesa, Bestene disse que a viagem tem como objetivo destravar convênios e, diante dos alagamentos, afirmou que acompanhava a situação em tempo real e determinou resposta imediata nos bairros mais atingidos.

A decisão de instalar gabinete de crise na Baixada da Sobral, no bairro Plácido de Castro, virou o eixo político e operacional do dia. A estrutura concentrou a coordenação das secretarias e da Defesa Civil, com vistorias, primeiros atendimentos e acionamento de suporte em áreas consideradas críticas. O gabinete do prefeito passou a centralizar as ordens e o acompanhamento das equipes em campo, em um cenário de pressão por resposta rápida em uma região que registra episódios recorrentes de transbordamentos e enxurradas.

Bestene tratou a crise para reforçar o comando e presença, mesmo à distância. “Vamos continuar trabalhando e, no que for possível, contem conosco na prefeitura de Rio Branco”, disse, ao anunciar que anteciparia o retorno para visitar as áreas afetadas e avaliar as necessidades diretamente com moradores e equipes técnicas.

A movimentação desta terça-feira ocorre poucos dias depois de uma visita do prefeito ao mesmo bairro, em 11 de abril, quando ele esteve no Plácido de Castro com secretários e a Defesa Civil para acompanhar serviços paliativos após outra ocorrência de chuvas. Na ocasião, Bestene apontou que o problema é antigo e cobrou continuidade nas ações de curto prazo enquanto a gestão prepara intervenções mais amplas. “Diante desse diagnóstico, não é de agora esse problema. A gente sabe que já vem ao longo de muitos anos, mas estamos com a equipe aqui preparada para intervir e fazer esse paliativo”, afirmou. Ele voltou a tratar o cenário como um passivo histórico que exige medidas emergenciais e estruturais e fez um apelo sobre o descarte de lixo e entulho em ruas, bueiros e margens de igarapés, argumentando que o acúmulo agrava entupimentos e alagamentos.

No balanço das ocorrências desta terça, a prefeitura registrou impactos em pelo menos 12 bairros, entre eles Bonsucesso, João Eduardo II, São Sebastião, Plácido de Castro, João Paulo, Boa União, Boa Vista, Glória, Sobral, Bahia Velha, Bahia Nova e Carandá. A resposta incluiu retirada de entulhos e desobstrução de pontos de drenagem, além de assistência a famílias que ficaram sem condições de preparar alimentação após a enxurrada.

No panorama meteorológico, o Instituto Nacional de Meteorologia manteve avisos de chuvas intensas para Rio Branco e região, com risco de alagamentos, descargas elétricas e rajadas de vento, além de indicar tendência de acumulados elevados na Região Norte ao longo da semana. Com a previsão de continuidade da instabilidade, a prefeitura mantém equipes em prontidão e o episódio desta terça deve seguir como parâmetro político para cobrança de obras estruturais e gestão de risco nos bairros mais vulneráveis da capital.

 

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