O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, iniciou nesta quarta-feira (15) uma nova rodada de visitas por municípios de difícil acesso com um discurso de enfrentamento ao modelo político que comandou o estado nas últimas décadas. A agenda começou por Santa Rosa do Purus e deve seguir por Jordão e Marechal Thaumaturgo, em uma etapa voltada a conversas com moradores, lideranças locais e apresentação do projeto Produzir Para Empregar.
A viagem ocorre no mesmo dia em que Bocalom afirmou que é preciso “salvar o Acre” e que a população “não aguenta mais os governos dos últimos 30 anos”. A fala reforça a tentativa do ex-prefeito de Rio Branco de nacionalizar, dentro do debate estadual, uma crítica direta aos grupos que se revezaram no comando do Palácio Rio Branco e de se apresentar como alternativa para a eleição de 2026.
Em Santa Rosa do Purus, Bocalom chegou acompanhado de Kelen Bocalom, pré-candidata a deputada federal, Pedro Pascoal, pré-candidato a deputado federal, e Emerson Leão, pré-candidato a deputado estadual. O grupo foi recebido na região da Beira Rio, onde o ex-prefeito destacou as dificuldades enfrentadas por quem vive em áreas de acesso limitado.
“Sabemos dos desafios enfrentados por quem vive em uma região de difícil acesso, mas também vemos de perto a força e a determinação de quem acredita em um futuro melhor”, afirmou Bocalom. Ele disse ainda que a agenda tem o objetivo de ouvir a população e apresentar propostas voltadas à geração de renda nos municípios.
O projeto Produzir Para Empregar voltou a ocupar o centro do discurso. Bocalom defende que o fortalecimento da produção local pode abrir oportunidades, movimentar a economia e reduzir a dependência de ações concentradas na capital. “É uma alegria estar aqui para conversar, ouvir as pessoas e apresentar o projeto Produzir Para Empregar, que acredita no potencial de cada município para gerar desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, disse.
A escolha por Santa Rosa do Purus, Jordão e Marechal Thaumaturgo também tem peso político. Os três municípios estão entre os mais desafiadores do Acre em logística, transporte e acesso a serviços públicos, temas que devem aparecer com frequência na pré-campanha. Ao levar a agenda para essas localidades, Bocalom tenta associar o discurso de mudança a regiões que dependem de políticas públicas permanentes para superar o isolamento.
Depois de deixar a Prefeitura de Rio Branco, Bocalom passou a intensificar viagens ao interior, reuniões com setores produtivos e articulações com lideranças políticas. A nova rodada amplia a presença do pré-candidato fora da capital e consolida a estratégia de disputar o governo com uma plataforma baseada em produção, emprego e crítica aos governos anteriores.







