O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, formalizou nesta quinta-feira, 26 de março, a renúncia ao cargo com efeito a partir de 3 de abril, numa decisão que abre espaço para a pré-campanha ao governo do Acre e deve levar o vice Alysson Bestene a assumir a prefeitura. A carta foi entregue à Câmara Municipal e entrou no rito de leitura em plenário, marcando a saída dentro do prazo de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral.
No texto, Bocalom sustenta que tomou a decisão após “muita reflexão”, cita “dever a cumprir com o Estado do Acre” e trata a candidatura como um “novo chamado”. A mensagem usa um tom de missão e afirma que ele não poderia “ignorar” o que chamou de “ESPERANÇA”, reforçando o discurso de que a renúncia é parte do movimento para disputar um cargo no Executivo estadual.
Com a saída da prefeitura encaminhada, o prefeito intensificou no mesmo dia a reorganização partidária em torno do PSDB. Bocalom anunciou que a Justiça Eleitoral registrou uma executiva municipal provisória do partido em Rio Branco, válida de 24 de março a 7 de dezembro de 2026, com ele na presidência. Ao comunicar a decisão, afirmou que o grupo deu “um passo importante” e disse que seguirá “alinhado e pronto para avançar ainda mais”, citando “trabalho, seriedade e compromisso com o povo” como direção política.
A mudança de eixo ocorre depois de uma aproximação pública com o PSDB nos últimos dias, quando Bocalom voltou a circular na estrutura tucana e recuperou a trajetória anterior na sigla. Ele associou a troca de partido ao espaço reduzido no PL para sustentar seu projeto de candidatura e afirmou que buscou “uma nova casa” para manter a pré-candidatura ao governo.
A combinação entre o comando da executiva municipal do PSDB e a renúncia com data marcada reorganiza o tabuleiro político local. Em Rio Branco, a transição de governo muda o comando da administração no início de abril. No estado, a tendência é que Bocalom concentre a agenda fora da capital para consolidar alianças e apoio partidário, numa disputa que já começa a redefinir forças e estratégias para a eleição de 2026.








