As exportações do Acre somaram US$ 98,9 milhões em 2025, crescimento de cerca de 13,3% na comparação com 2024, quando o estado movimentou US$ 87,3 milhões no comércio exterior. A principal mudança ocorreu na composição das vendas: a carne bovina assumiu a liderança em valor e ultrapassou a soja, que ocupava a primeira posição no ano anterior.
O avanço representou um acréscimo de mais de US$ 11,6 milhões nas receitas obtidas com produtos enviados para outros países. O crescimento financeiro ocorreu mesmo com estabilidade no volume exportado. O Acre embarcou 88,4 milhões de quilos em 2025, ante 88,5 milhões de quilos no ano anterior.
A carne bovina respondeu por US$ 27,5 milhões das vendas externas, o equivalente a 28% de toda a pauta estadual. Foram aproximadamente 5,6 milhões de quilos comercializados. Em 2024, a carne bovina congelada e desossada havia movimentado US$ 18,4 milhões.
A soja passou para a segunda posição em valor, com US$ 20,3 milhões e participação de 21% no total exportado. O produto, porém, permaneceu como líder em quantidade, com mais de 54,4 milhões de quilos enviados ao exterior. Em 2024, as vendas da oleaginosa haviam alcançado US$ 21,8 milhões, correspondentes a 25% das exportações acreanas.
A carne suína aparece na sequência, com US$ 16,6 milhões em negócios e participação de 17%. Mais de 5,6 milhões de quilos foram exportados durante o ano. O resultado ficou próximo dos US$ 16,4 milhões registrados em 2024.
A castanha também ampliou espaço na pauta comercial do Acre. O produto gerou US$ 12,3 milhões em 2025, equivalente a 13% das exportações. No ano anterior, o valor havia sido de US$ 10,4 milhões, com participação de 12%.
Entre os demais produtos estão os bovinos vivos e a madeira, ambos com US$ 5,1 milhões em vendas externas. Matérias brutas de origem animal movimentaram US$ 4,7 milhões, enquanto as miudezas comestíveis de bovinos alcançaram US$ 3,2 milhões.
Somadas, as principais categorias relacionadas à cadeia pecuária — carne bovina, carne suína, bovinos vivos, matérias brutas de animais e miudezas bovinas — movimentaram cerca de US$ 57 milhões em 2025. O resultado mostra o peso crescente da atividade na geração de receitas com exportações no estado.
A expansão ocorre também em um período de abertura de novos destinos para produtos brasileiros. Estabelecimentos do Acre estão entre as unidades habilitadas a vender carne e miúdos bovinos para a Indonésia após auditoria sanitária realizada entre junho e julho de 2026.
Ao todo, 21 estabelecimentos brasileiros receberam autorização para atender ao mercado indonésio. Além do Acre, a lista inclui unidades de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.
Somente no primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 21.191 toneladas de miúdos bovinos para a Indonésia. O país asiático ocupa a segunda posição entre os principais compradores desse tipo de produto brasileiro, abrindo mais uma possibilidade de mercado para a produção pecuária acreana.







