Castanha movimenta US$ 12,5 milhões e fortalece exportações do Acre

A castanha movimentou US$ 12,5 milhões em exportações no Acre entre janeiro e maio de 2026 e se manteve como um dos principais produtos da pauta econômica do estado. No período, o produto respondeu por 23,1% das vendas externas acreanas, atrás apenas da soja e da carne bovina, e reforçou o peso do extrativismo na geração de receita para municípios como Brasiléia e Rio Branco.

Em maio, a castanha somou US$ 2,48 milhões em embarques ao exterior, o equivalente a 18,4% de tudo o que o Acre exportou no mês. O resultado colocou o produto na segunda posição da pauta mensal, atrás da soja, que liderou as exportações com US$ 6,52 milhões e participação de 48,3%.

O desempenho também mostra avanço em relação a abril, quando a castanha havia registrado US$ 1,74 milhão em vendas externas. O crescimento acompanhou o aumento geral das exportações acreanas em maio, que chegaram a US$ 13,5 milhões, com superávit comercial de US$ 13,27 milhões.

Brasileia concentrou a maior parte das vendas de castanha no acumulado do ano. O município respondeu por US$ 9,55 milhões em exportações do produto, valor que representa 24,9% de sua pauta comercial. Em Rio Branco, a castanha movimentou US$ 2,46 milhões, com participação de 6,4% nas exportações da capital.

O Peru aparece como principal destino da castanha acreana. O escoamento ocorre principalmente por via rodoviária, com saída pela Unidade da Receita Federal em Assis Brasil, na fronteira com o país vizinho, além de embarques pelo Porto de Santos.

A participação da castanha reforça a presença de produtos florestais na economia exportadora do Acre em um momento de mudança na composição da pauta estadual. No acumulado de janeiro a maio, a soja liderou com US$ 15,86 milhões, seguida pela carne bovina, com US$ 14,23 milhões, e pela castanha, com US$ 12,5 milhões.

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