Sucupira, aqui me tens de regresso!

“Dizem que antes de entrar no mar, o rio treme de medo; ele olha para trás todo o caminho, os picos e as montanhas, a longa e sinuosa estrada que ele cruzou entre selvas e cidades, e ele vê à sua frente um oceano tão grande que entrar nele só pode significar desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira.

O rio não pode voltar.

Ninguém pode voltar.

Voltar é impossível na existência.

Não há outro caminho, o rio não pode voltar.

O rio precisa aceitar sua natureza e entrar no oceano.

Somente entrando no oceano o medo será diluído.

Porque só assim o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de se tornar um oceano”.
(Khalil Gibran)

Um dos meus autores favoritos de quando ainda mojava, fui buscar no Gibran um modo de dizer que não sou forte o suficiente para deixar de uma vez para sempre essa pereba velha da minha existência, o Jornalismo com Humor.

Quando olho e não vejo a alegria que eu lia nos textos dos meus inspiradores, como Edson Martins, Aloísio Maia e outros talentos bem humorados, quando penso nas tiradas de Millor Fernandes, mesmo que eu não me atreva sequer a pensar neles e incorrer no risco de parecer que me compararia a eles, eu me sinto impelido a retomar o meu caminho.
Sinceramente, nem da pra ficar quieto, mesmo, num lugar onde especialmente os políticos atiçam, cutucam a quem está quieto. Admito, a Terra Onde O Cupuaçu Abunda e eu, afinal, somos um.

Então, aqui me tens de regresso!