Cruzeiro do Sul adquire casa de farinha móvel mecanizada para ampliar produção e reduzir custos no campo

Cruzeiro do Sul passou a contar nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, com uma casa de farinha móvel mecanizada para modernizar a produção de farinha de mandioca e reforçar a cadeia produtiva na zona rural do município. A estrutura, comprada pela prefeitura, tem gerador próprio e pode operar em diferentes locais, inclusive nos roçados, desde que haja acesso e água limpa, encurtando o tempo entre a colheita da macaxeira e o processamento.

A prefeitura estima que Cruzeiro do Sul produza, em média, 500 mil sacas de farinha por ano, volume que movimenta cerca de R$ 75 milhões na economia local. A meta é ampliar essa produção com mecanização e avançar também na comercialização do produto, em um esforço para reduzir custos e elevar o padrão da farinha feita pelos agricultores.

Ao apresentar o equipamento, o prefeito Zequinha Lima disse que a medida busca fortalecer a agricultura familiar e melhorar as condições de trabalho de quem vive da mandiocultura. “Esse é um investimento importante para o nosso produtor. A casa de farinha móvel vai facilitar o trabalho no campo, reduzir custos e melhorar a qualidade da produção. Nosso objetivo é levar mais dignidade para quem vive da mandiocultura e fortalecer ainda mais essa cadeia produtiva que é tão importante para a economia de Cruzeiro do Sul”, afirmou. Na visita ao equipamento, ele esteve acompanhado do secretário municipal de Agricultura, Nildson Moura, e do deputado estadual Nicolau Júnior. A compra foi feita com emenda parlamentar do senador Alan Rick, no valor de R$ 201 mil.

Segundo Murilo Matos, técnico da Secretaria de Estado de Agricultura e idealizador do projeto de automatização das casas de farinha no Juruá, a unidade reúne lavador e descascador, catitu, prensa, peneira, forno e gerador, o que dispensa ligação à rede elétrica e permite funcionamento com abastecimento a diesel. Ele também relacionou a mobilidade do equipamento à qualidade final do produto. “A macaxeira, quando é colhida, começa a perder qualidade com o tempo. Com a casa de farinha no próprio local, o produtor consegue processar mais rápido e garantir uma farinha melhor”, disse.

Com a casa de farinha móvel, a expectativa é que produtores ganhem agilidade para processar a mandioca no ponto de colheita, reduzindo perdas, encurtando etapas e criando condições para elevar a oferta e a competitividade da farinha de Cruzeiro do Sul, que sustenta parte relevante da renda rural no município.

Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53