A taxa de desemprego no Acre caiu 1,6 ponto percentual no segundo trimestre de 2026 e ficou em 6,6%, acima da média nacional de 5,4%. O resultado coloca o estado entre as 13 unidades da Federação que registraram redução da desocupação entre abril e junho deste ano.
Entre os estados da Região Norte, o Acre teve a terceira maior taxa de desemprego no período. O índice ficou abaixo apenas dos registrados no Amapá, com 9,8%, e no Amazonas, com 7,5%. Pará teve 6,2%, Roraima 5%, Tocantins 4,1% e Rondônia 2,6%.
A redução de 1,6 ponto percentual registrada no Acre foi uma das maiores do país no segundo trimestre. O resultado ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte, onde a queda chegou a 1,9 ponto percentual, e empatou com a Paraíba. Tocantins apresentou redução de 1,5 ponto percentual.
No cenário nacional, 11 estados encerraram o segundo trimestre com desemprego abaixo da média brasileira. Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, com 2,1%, seguida por Mato Grosso, com 2,2%, Espírito Santo, com 2,3%, Rondônia, com 2,6%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul e Roraima também ficaram abaixo dos 5,4%.
A média brasileira recuou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre. Nas demais unidades da Federação onde não houve queda estatisticamente significativa, a taxa permaneceu estável.
O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação, como emprego com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e atividade por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho, disponível para assumir uma vaga e ter tomado alguma providência efetiva para procurar emprego no período de referência.
O mercado de trabalho também registrou redução do desemprego de longa duração. No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam à procura de trabalho havia dois anos ou mais, contingente 15,6% menor que o registrado no mesmo período de 2025.
As diferenças também permanecem entre homens e mulheres. A taxa de desemprego masculina ficou em 4,6%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,4%. Entre pessoas pretas, a desocupação foi de 6,9%; entre pardas, de 6,1%; e entre brancas, de 4,2%.







