Foi o terceiro pregão consecutivo de valorização da moeda americana frente ao real. A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais aumentou a cautela dos investidores, que acompanham pesquisas de intenção de voto e os possíveis efeitos do resultado eleitoral sobre a economia brasileira.
A divulgação de uma pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também influenciou o mercado financeiro. O levantamento mostrou um cenário de empate técnico entre os candidatos, ampliando as incertezas sobre o resultado da eleição.
Outro fator que pesou sobre a Bolsa foi a aprovação, no Senado, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Investidores avaliam os possíveis impactos da redução da jornada semanal sobre os custos das empresas, especialmente nos setores de comércio, serviços e construção civil.
A preocupação com o aumento das despesas trabalhistas pressionou ações de empresas ligadas ao consumo e ao mercado imobiliário. Entre as companhias que registraram perdas estavam Magazine Luiza, C&A, MRV e Direcional.
No cenário internacional, os dados de inflação dos Estados Unidos reforçaram as expectativas de manutenção dos juros americanos em níveis elevados. O índice de preços ao produtor subiu 1,3% em setembro, resultado que aumentou a preocupação dos investidores com a política monetária do Federal Reserve, o banco central americano.
Apesar da pressão sobre os ativos brasileiros, as principais bolsas de Nova York encerraram o dia em alta. No Brasil, a Embraer esteve entre os destaques positivos do Ibovespa, com valorização de 2,70%.
Na Bolsa brasileira, a Direcional teve uma das maiores quedas do dia, com recuo de 9,26%, seguida por perdas em empresas do varejo e da construção. A combinação de incertezas políticas, expectativas sobre os juros e mudanças na legislação trabalhista deve continuar no acompanhamento dos investidores nas próximas sessões.







