O governo do Acre abriu nesta segunda-feira (16) e terça-feira (17) em Rio Branco a nova etapa do programa federal Mulheres Mil, com a aula inaugural do curso de assistente administrativo realizada em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac). As atividades ocorreram nas escolas Dr. Mário de Oliveira e Raimundo Gomes de Oliveira e reuniram duas turmas de 30 alunas cada, em uma ação voltada à qualificação profissional e à inclusão social de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Além do início das aulas, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) levou às participantes o Guarda-Roupa Social, iniciativa de apoio com foco em dignidade e bem-estar para as alunas atendidas pelo programa. A coordenadora adjunta do Ifac, Ana Lúcia Vidal, afirmou que a formação tem impacto direto na geração de renda e no acesso a oportunidades e citou o alcance a mulheres de comunidades mais distantes como um dos objetivos da parceria. “O programa promove o fortalecimento da autonomia feminina e contribui para o reposicionamento no mundo do trabalho, ampliando oportunidades e perspectivas”, disse.
Representando a SEASDH, Claire Cameli defendeu a capacitação como ferramenta de transformação social e disse que, ao fim do curso, a apresentação do projeto integrador Renovando Sonhos marca a transição para novas possibilidades. “Quando um ciclo se encerra, muitos outros começam, abrindo novas possibilidades para cada participante”, afirmou.
Entre as alunas, Valdilene Moura disse que a formação amplia as chances de inserção no mercado e reforçou o peso pessoal da oportunidade. “É uma oportunidade única e um sonho realizado participar deste curso, que oferece novas possibilidades para as mulheres. Vai contribuir muito para a minha vida profissional”, afirmou. Moradora de Porto Acre, Francilene Ribeiro relatou que o deslocamento até a capital não impediu a inscrição e disse que a qualificação pode ajudar a buscar uma renda melhor. “Agradeço ao governo pela iniciativa”, afirmou.
Com 60 vagas distribuídas em duas escolas da capital, a expectativa é que a iniciativa fortaleça o acesso de mulheres a ocupações administrativas e amplie a autonomia financeira das participantes, em um modelo que combina formação profissional e apoio social para reduzir barreiras de permanência no curso.








