Governo do Acre monta força-tarefa e instala barreiras de contenção para frear avanço de óleo no Rio Tarauacá

O governo do Acre montou uma força-tarefa e iniciou a instalação de barreiras de contenção no Rio Tarauacá para tentar impedir que o óleo derramado em Jordão avance pela correnteza e amplie a área de contaminação no interior do estado. A mobilização foi acionada após o vazamento registrado na sexta-feira (24) e concentra os esforços em conter a mancha, recolher o material e reduzir o risco de impacto sobre comunidades ribeirinhas e o ecossistema do rio.

A força-tarefa reúne Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Prefeitura de Jordão, por meio da Defesa Civil Municipal. As equipes atuam em campo com monitoramento do deslocamento do óleo, vistoria ambiental, apoio operacional e logística para a instalação dos equipamentos, além de acompanhamento aéreo para identificar a extensão da mancha e orientar a tomada de decisão em tempo real.

As barreiras de contenção foram colocadas como medida central da resposta por causa da cheia do Rio Tarauacá, que aumenta a velocidade da correnteza e dificulta o controle do combustível apenas com ações na margem. Com o bloqueio, a estratégia é concentrar o óleo em pontos definidos do leito do rio, o que facilita o recolhimento e reduz a chance de que o material alcance trechos mais povoados. Os equipamentos utilizados na contenção foram disponibilizados pela empresa D.G. da Silva LTDA, de Cruzeiro do Sul, que entrou com apoio na operação emergencial.

A empresa apontada como responsável pelo vazamento informou que cerca de 17 mil litros de óleo teriam caído no rio. Em paralelo, o governo mantém levantamentos técnicos para confirmar o volume e dimensionar os danos. O coordenador da Defesa Civil Estadual, Carlos Batista, afirmou que as equipes foram deslocadas assim que o acidente foi comunicado. “Nossa prioridade neste momento é controlar a dispersão do material e assegurar que todas as medidas emergenciais sejam adotadas com agilidade e responsabilidade. A governadora Mailza Assis orientou que déssemos suporte total para evitar ao máximo danos às populações ribeirinhas e ambientais”, disse.

O Imac iniciou a coleta de amostras de água e sedimentos para avaliação do impacto e para embasar as medidas de responsabilização. O presidente do instituto, André Hassem, afirmou que o derramamento de combustível em rios configura crime ambiental e que o órgão vai atuar na apuração. “Neste primeiro momento, o foco é avaliar os danos causados ao meio ambiente e garantir que as medidas reparatórias sejam executadas com urgência. O derramamento de combustível em rios é considerado crime ambiental e vamos atuar na apuração das responsabilidades para adoção das medidas cabíveis”, declarou.

Além da contenção, a Defesa Civil orientou moradores das áreas próximas a evitar locais com forte cheiro de diesel e a não usar a água do Rio Tarauacá para beber, tomar banho ou preparar alimentos, nem manter contato direto com a água possivelmente contaminada. A recomendação é procurar atendimento médico em caso de sintomas como náuseas, irritação ou mal-estar.

Com a força-tarefa em ação e as barreiras instaladas, o governo tenta impedir que a mancha se espalhe para outros trechos do rio, enquanto avança na fase de recolhimento do material e no monitoramento contínuo. A extensão final do impacto e as medidas de reparação devem depender do resultado das análises ambientais e da apuração de responsabilidades.

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