Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia é inaugurado em Manaus

O Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia iniciou suas atividades nesta segunda-feira, 29, em Manaus, no Amazonas, com sede instalada no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia. A unidade foi criada para desenvolver tecnologias voltadas à defesa, à preservação ambiental e ao monitoramento sustentável da região amazônica.

Criado em 2024, o instituto passa a funcionar com foco em áreas estratégicas para a Amazônia, entre elas inteligência artificial, análise de imagens, mapeamento ambiental, proteção de dados, biotecnologia, bioinformática e aplicações da física quântica. A proposta é ampliar a produção científica na região e aproximar pesquisadores, professores e estudantes de projetos ligados à defesa e ao conhecimento sobre o território amazônico.

A inauguração contou com a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que afirmou que a instalação da unidade em Manaus busca reduzir a concentração de oportunidades em outras regiões do país. “Estamos começando a corrigir uma distorção histórica do país, em que as oportunidades se concentravam em determinadas regiões. Essa iniciativa é uma semente que pode se transformar em um grande centro de produção de conhecimento”, disse.

O ministro também afirmou que a estrutura deve abrir novas perspectivas para pesquisadores do Norte e do Nordeste. “Muitos jovens do Norte e do Nordeste acabam indo para o Sul e, lá, permanecem. Agora, estamos trazendo professores e estruturas para essas regiões, criando condições para que as pessoas possam estudar e se desenvolver aqui.”

O instituto vai oferecer cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado em Manaus, com professores do Instituto Militar de Engenharia, sediado no Rio de Janeiro. A unidade também terá cursos de extensão voltados a professores do ensino básico de comunidades isoladas e projetos de iniciação científica para estudantes e docentes da região.

A instalação do centro em Manaus amplia a presença de estruturas de pesquisa ligadas à defesa na Amazônia e reforça a atuação do Censipam, órgão vinculado ao Ministério da Defesa, no acompanhamento de temas estratégicos para a proteção e o desenvolvimento sustentável da região.

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