A influenciadora digital Marina Guaragna publicou neste sábado, 18, um vídeo gravado em frente à casa de Chico Mendes, em Xapuri, no Acre, para responder a ataques ao líder seringueiro e ambientalista e reacender nas redes sociais o debate sobre o legado dele na disputa entre preservação e modelos de desenvolvimento na Amazônia.
Na gravação, Marina retoma a trajetória de Chico Mendes, lembra a origem como seringueiro e associa a rejeição ao nome do ambientalista, inclusive no Estado onde ele nasceu, a conflitos históricos ligados a setores que ganham com a exploração predatória da floresta. Ela afirma que Mendes passou a ser tratado como obstáculo por defender um caminho baseado na floresta em pé e na renda para famílias que dependem dela para viver.
“Quando você defende a floresta em pé, você enfrenta quem lucra derrubando”, diz a influenciadora ao mencionar o avanço da pecuária e o aumento dos conflitos fundiários nas décadas de 1970 e 1980 na região amazônica. Marina também relaciona o assassinato de Chico Mendes, em 1988, a esse cenário de disputa e sustenta que a memória do líder segue alvo de distorções.
No trecho final, Marina critica o que chama de “disputa de narrativas e de egos” e afirma que a desinformação sobre a história do ambientalista compromete o debate sobre o futuro da floresta. A publicação dividiu opiniões e voltou a colocar Chico Mendes no centro das discussões sobre meio ambiente e desenvolvimento no Acre.








