Motoristas de aplicativo e taxistas cadastrados no Move Brasil poderão financiar veículos novos de até R$ 200 mil. O limite anterior era de R$ 150 mil. A mudança foi estabelecida por portaria conjunta dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda, publicada na quarta-feira (19) em edição extraordinária do Diário Oficial da União.
O valor considerado para enquadramento será o registrado na nota fiscal do automóvel. Com o novo teto, o governo calcula que a faixa de veículos atendida pelo critério econômico do programa passe de cerca de 63% para 88% do mercado nacional, com base nos emplacamentos registrados pela Fenabrave em 2025.
A ampliação permite que os beneficiários tenham acesso a uma quantidade maior de modelos, inclusive veículos de categorias com padrão mais elevado de conforto. A alteração também alcança os híbridos e amplia as configurações que podem ser adquiridas com o financiamento.
Passaram a ser aceitos veículos que combinam motor elétrico com motor a combustão abastecido com etanol, gasolina ou os dois combustíveis. As exigências relacionadas à sustentabilidade e à eficiência energética continuam valendo para os modelos incluídos no programa.
Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular de 2026 apontam que automóveis híbridos podem consumir, em média, cerca de 24% menos energia do que versões convencionais equivalentes.
O Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em crédito para a compra de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas. Para os trabalhadores de plataformas, é necessário manter cadastro ativo há pelo menos 12 meses na mesma empresa e ter realizado ao menos 100 corridas no período. Taxistas precisam estar com licenças e registros ativos e cumprir as exigências de regularidade previstas no programa.
A aprovação do cadastro não significa liberação automática do financiamento. Depois de considerados aptos a participar, os profissionais ainda precisam passar pela análise de crédito das instituições financeiras.
A ampliação do teto ocorre em meio à tentativa do governo de aumentar o volume de operações. A participação dos bancos privados está abaixo do esperado, enquanto Banco do Brasil e Caixa concentram maior disposição para conceder os financiamentos.
Na quarta-feira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo busca entender por que as instituições privadas mantêm participação menor nas operações mesmo com as garantias oferecidas pelo programa.
Com a elevação do limite para R$ 200 mil e a entrada de novas configurações de veículos híbridos, o governo tenta ampliar as opções disponíveis aos profissionais e aumentar a contratação da linha de crédito.







