A Procuradoria Regional Eleitoral apresentou 22 impugnações contra pedidos de registro de candidaturas no Acre para as eleições de 2026. Os processos vão tramitar no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), que tem até 14 de setembro para julgar os casos, conforme o calendário eleitoral.
As contestações envolvem principalmente condenações criminais transitadas em julgado ou proferidas por órgãos colegiados, rejeição de contas públicas, suspensão de direitos políticos e falta de quitação eleitoral. Parte dos casos pode resultar na aplicação da Lei da Ficha Limpa.
Entre os nomes que aparecem na relação divulgada estão Gladson de Lima Cameli, do Progressistas, por condenação criminal por órgão colegiado; Vagner José Sales, do MDB, por rejeição de contas relacionada à execução de convênio com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa); e Antônia Lucileia Cruz Ramos Câmara, também do MDB, por condenação criminal por crime contra a administração pública e por ato doloso de improbidade administrativa.
Edvaldo Soares de Magalhães, do PCdoB, teve o registro contestado por contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) no período em que presidia o Depasa. Isaac da Silva Piyãko, da Federação Brasil, também aparece por contas desaprovadas pelo TCE-AC.
Marilete Vitorino de Siqueira, do PSD, consta na relação por contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União e pelo TCE-AC. Francisco Clodoaldo de Souza Rodrigues, do Progressistas, teve a candidatura questionada por contas consideradas irregulares pelo tribunal estadual quando presidia a Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul.
Também aparecem casos relacionados diretamente à situação eleitoral dos candidatos. Francisco de Paiva Melo Junior, o Junior Tomaz, do PSD, é citado por ausência de quitação eleitoral devido ao não comparecimento às urnas em 2014. Professora Sirlene, do MDB, aparece por irregularidade na prestação de contas, enquanto Jamyl Asfury Martins Oliveira, do PSD, é apontado por falta de pagamento de multa eleitoral.
Hernan de Paula Aires, da Federação Brasil, consta por falta de quitação eleitoral decorrente de ausência às urnas em 2018. Já Agleison Alexandrino Correia aparece na relação por ausência de filiação partidária.
Outros pedidos foram contestados em razão de condenações criminais ou suspensão de direitos políticos. A relação inclui Claudemir Vicente Ferreira Júnior Parfan, Joelso dos Santos Pontes, José Antônio Gomes da Silva, Kamila de Araújo Lopes, José Lucas Silva de Souza, Geisiane da Costa Maciel, Francisco Lopes Pessoa, o Chico Sombra, e Manoel Airton Souza da Costa.
Jailson Pontes de Amorim teve o registro contestado por contas rejeitadas pelo TCE-AC. Francisco Brigido da Costa aparece por condenação criminal e inelegibilidade pelo prazo de oito anos iniciada em 7 de março de 2024. Eros Asfuri Barroso é citado por irregularidades na gestão de recursos públicos da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil.
Apesar de informar oficialmente a apresentação de 22 impugnações, a relação nominal publicada na mesma página reúne 23 nomes. Não há, no conteúdo divulgado, explicação para a diferença entre o número informado e a quantidade de pessoas listadas.







