O Novo Desenrola já renegociou quase R$ 12 bilhões em dívidas e alcançou mais de 1 milhão de pessoas, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 21 de maio, em Brasília. O programa concentra acordos com famílias endividadas, contratos do Fies, micro e pequenas empresas e produtores rurais e ganhou novo impulso com a autorização para uso de parte do FGTS na quitação de débitos.
A maior parte das renegociações ocorreu entre consumidores pessoa física. Nessa frente, 449 mil dívidas foram pagas à vista. O valor original, de R$ 1,06 bilhão, caiu para R$ 154,2 milhões após os descontos concedidos, com abatimento médio de 85%. Outra parcela do programa envolveu 685,5 mil operações refinanciadas com garantia do Fundo Garantidor de Operações, reduzindo um estoque inicial de cerca de R$ 9 bilhões para R$ 1,36 bilhão.
No ensino superior, o programa também avançou sobre contratos do Fies em atraso. Até 19 de maio, 34.087 contratos tinham sido renegociados. O volume original das dívidas, de R$ 2,04 bilhões, foi reduzido para R$ 410,2 milhões, com desconto médio em torno de 80%.
A próxima etapa prevê o uso de recursos do FGTS para pagamento de débitos dentro do programa a partir de 26 de maio. Pelas regras anunciadas, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo disponível ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A estimativa do governo é movimentar até R$ 8,2 bilhões por essa via. Também foi anunciada a liberação de aproximadamente R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual, que poderá reforçar as renegociações.
O programa também passou a atender empresas. No Pronampe, voltado a micro e pequenos negócios, já foram registradas mais de 31 mil operações, que somam R$ 5,1 bilhões. No Procred, linha operada pela Caixa para microempreendedores individuais e microempresas, foram contabilizadas 9.703 operações, com R$ 396 milhões liberados. O governo ainda prepara uma nova fase voltada a consumidores adimplentes, mas a data de lançamento ainda não foi informada.







