O papel da assistência social na vida das famílias rio-branquenses

Ivan Rulf*

Quando as águas do rio Acre sobem, milhares de famílias vivem a incerteza de perder suas casas. Quando uma pessoa passa a viver nas ruas, a assistência social costuma ser a primeira porta do poder público que permanece aberta. Quando uma mulher sofre violência ou um idoso fica sem amparo familiar, é a rede de proteção social que entra em ação.

Em uma cidade como Rio Branco, marcada por desafios sociais, econômicos e ambientais, a assistência social e a promoção dos direitos humanos são mais do que políticas públicas. São instrumentos de proteção da dignidade humana.

A realidade enfrentada diariamente por muitas famílias demonstra a importância de uma rede de atendimento capaz de acolher, orientar e garantir acesso a direitos básicos. Em momentos de crise, vulnerabilidade ou exclusão social, a atuação do poder público pode representar a diferença entre o abandono e a oportunidade de recomeçar.

É nesse contexto que a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos desenvolve suas ações em Rio Branco. Com o apoio da gestão do prefeito Alysson Bestene, em continuidade ao trabalho desenvolvido na administração do ex-prefeito Tião Bocalom, a secretaria atua por meio de programas, serviços e atendimentos especializados para assegurar proteção social às pessoas que mais necessitam da presença do estado.

Um exemplo desse trabalho pode ser observado nas ações realizadas junto à população em situação de rua. Equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social e do Centro POP atuam diariamente nas ruas da capital, identificando demandas, realizando entrevistas, elaborando relatórios socioassistenciais e promovendo encaminhamentos para os serviços da rede de assistência social. O objetivo é oferecer acolhimento, orientação e oportunidades para que essas pessoas possam reconstruir seus vínculos familiares e sociais.

Além disso, a rede municipal atua no atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade, crianças e adolescentes que necessitam de proteção, idosos, mulheres vítimas de violência e cidadãos que dependem do acesso a benefícios e programas sociais para superar momentos de dificuldade.

A promoção dos direitos humanos complementa esse trabalho ao fortalecer princípios fundamentais como o respeito, a igualdade e a inclusão. Garantir direitos significa assegurar que todas as pessoas tenham acesso aos serviços públicos, sejam tratadas com dignidade e encontrem condições para exercer plenamente sua cidadania.

Muitas vezes, esse trabalho acontece longe dos holofotes. Está presente no atendimento realizado por profissionais da assistência social, no acolhimento de uma família atingida por uma enchente, na orientação prestada a quem enfrenta dificuldades extremas e na construção de caminhos que permitam superar situações de vulnerabilidade.

Investir em assistência social e direitos humanos é investir no desenvolvimento da própria cidade. Comunidades mais seguras, solidárias e inclusivas são resultado de políticas públicas que colocam as pessoas no centro das decisões e reconhecem que o desenvolvimento não pode ser medido apenas por obras e indicadores econômicos, mas também pela capacidade de cuidar de quem mais precisa.

Em Rio Branco, esse compromisso se traduz em ações permanentes que buscam fortalecer a cidadania, reduzir desigualdades e garantir que ninguém seja deixado para trás.

Afinal, uma cidade mais justa começa quando cada pessoa tem a oportunidade de viver com dignidade, respeito e esperança.

*Ivan Rulf é secretário Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco

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