A Polícia Civil do Acre localizou e destruiu cerca de 2 mil pés de maconha cultivados dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, na região de Brasiléia, no interior do Acre. A operação foi realizada na quarta-feira (23), em uma área de difícil acesso no ramal do km 59, com entrada pela BR-317.
A maior parte das plantas tinha aproximadamente 50 centímetros de altura. Antes da destruição do cultivo, os policiais recolheram amostras que foram encaminhadas para perícia. Em seguida, a plantação foi incinerada.
A investigação começou em julho, depois que a polícia recebeu informações de que integrantes de uma facção criminosa planejavam instalar uma área de produção de maconha dentro da reserva. Durante a preparação do terreno, aproximadamente um hectare de mata nativa teria sido derrubado.
O trabalho teria envolvido a roçada da área, retirada da vegetação, queima do terreno e posterior plantio das mudas. Pelo menos três pessoas são investigadas por participação na etapa inicial, entre elas um adolescente que já havia sido apreendido em outra ocorrência relacionada ao tráfico de drogas.
A Polícia Civil também apura se uma residência próxima à plantação era utilizada para armazenar entorpecentes. Uma das linhas de investigação é de que a estrutura pudesse integrar uma rota de tráfico com drogas provenientes do Peru e da Bolívia, seguindo pela região da BR-317 e da Transacreana em direção a Rio Branco.
As diligências também apuram a possível participação de pessoas de outros estados na organização do cultivo. O delegado Erick Maciel afirmou que há informações sobre pessoas vindas de São Paulo que poderiam estar recrutando moradores da região para trabalhar na preparação das áreas e no plantio.
Até o momento, ninguém foi preso diretamente pela manutenção da plantação. A Polícia Civil continua as investigações para identificar os responsáveis pelo cultivo e esclarecer como funcionava a estrutura de produção, armazenamento e transporte da droga.







