Que Caé! Influencers acreanos na mira do Ministério Público Estadual

O Ministério Público do Acre denunciou influenciadores digitais investigados por promover plataformas de cassino online e por suposta lavagem de dinheiro ligada a rifas digitais no estado. As duas denúncias criminais foram apresentadas pela 15ª Promotoria de Justiça Criminal e divulgadas nesta terça-feira, 19 de maio, em meio ao avanço das apurações sobre a exploração irregular de apostas e sorteios na internet.

Um dos casos trata da divulgação de cassinos online, com acusações de promoção de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O outro mira exclusivamente a lavagem de dinheiro envolvendo valores que teriam sido obtidos com rifas digitais promovidas nas redes sociais. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários, da Polícia Civil do Acre, após a identificação de perfis usados para impulsionar apostas online e sorteios irregulares.

De acordo com a apuração, os influenciadores recebiam pagamentos fixos e também comissões calculadas a partir do número de acessos e cadastros feitos por seguidores por meio de links promocionais. Os usuários eram encaminhados para plataformas hospedadas, em sua maioria, em servidores no exterior e sem autorização legal para funcionar no Brasil. Em um dos pontos centrais da investigação, o Ministério Público afirma que uma das denunciadas recebeu cerca de R$ 5 milhões vinculados à divulgação dessas plataformas.

No braço da investigação sobre rifas digitais, o MPAC sustenta que houve lavagem de dinheiro com parte dos valores arrecadados em uma atividade que teria movimentado mais de meio milhão de reais. O órgão também afirma que, em alguns casos, foi identificada a venda de quantidade de bilhetes superior ao total que teria sido disponibilizado para sorteio, o que ampliou a suspeita sobre a regularidade da operação.

Para o Ministério Público, os recursos obtidos com as atividades investigadas teriam sido inseridos na economia formal por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação, o que embasou a imputação do crime de lavagem de dinheiro. Além das denúncias, a atuação do órgão resultou na celebração de acordos de não persecução penal com investigados, com recuperação de R$ 1.087.523,54 e destinação de bens apreendidos. Os valores e bens foram direcionados prioritariamente ao reforço das estruturas da Polícia Civil, do próprio Ministério Público e de órgãos de inteligência e apoio técnico no Acre.

 

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