O governo federal ampliou neste domingo (11) a operação de combate aos incêndios florestais no Amazonas, após o reconhecimento da situação de emergência em 36 municípios. A mobilização ocorre em meio ao avanço das queimadas e à deterioração da qualidade do ar em Manaus, onde a prefeitura suspendeu atividades ao ar livre para reduzir a exposição da população à fumaça.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o reconhecimento federal ocorreu no sábado (10), poucas horas depois da publicação do decreto estadual. A medida permitiu ampliar a mobilização de recursos, equipamentos e profissionais para atender às cidades atingidas.
A força-tarefa reúne 11 aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, além de brigadistas, equipes da Defesa Civil Nacional, militares e profissionais da saúde. O reforço também inclui 290 brigadistas federais que já atuavam no estado.
O avanço dos incêndios preocupa as autoridades. Entre 1º e 11 de outubro, o Amazonas acumulou 6.901 focos de queimadas, crescimento de 91,38% em comparação com o mesmo período de 2025. O sul do estado concentra 3.485 registros, enquanto a região metropolitana de Manaus contabiliza 1.655.
Durante entrevista coletiva, Waldez Góes rebateu críticas do comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, que havia acusado o governo federal de negar apoio ao estado. O ministro afirmou que a União agiu após a formalização da emergência e cobrou cooperação entre as instituições.
“Seria prudente que o comandante do Corpo de Bombeiros, em vez de tocar fogo, apagasse fogo, se juntasse aos brigadistas e às equipes da Defesa Civil Nacional, das Defesas Civis Municipais e Estadual”, declarou.
A fumaça também provocou restrições na capital amazonense. A Prefeitura de Manaus suspendeu eventos públicos ao ar livre no domingo (11) e na segunda-feira (12). O monitoramento ambiental registrou concentrações de partículas finas em níveis prejudiciais à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
A Força Nacional do SUS foi mobilizada para apoiar o atendimento à população, enquanto o governo federal mantém ações de transporte, abastecimento e assistência às comunidades atingidas pela combinação de incêndios e estiagem.







