O governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (3) a intenção de investir 400 milhões de libras no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo lançado pelo Brasil durante a COP30, realizada em novembro de 2025, em Belém. O dinheiro será destinado na forma de empréstimo, dentro da estratégia britânica de ampliar o financiamento climático sem elevar os custos para os contribuintes.
O aporte ainda depende da definição da estrutura de governança e das regras de funcionamento do fundo. Também precisam ser concluídas análises relacionadas ao tamanho final do TFFF, aos mecanismos de crédito, à estrutura financeira e às condições do empréstimo. O Reino Unido pretende participar dos mecanismos de supervisão da iniciativa.
A escolha pelo empréstimo, em vez de uma doação, acompanha uma mudança na política britânica de financiamento climático. A proposta é atuar como investidor em projetos ambientais e ampliar a quantidade de recursos disponíveis. Os investidores que compram títulos emitidos pelo fundo recebem juros fixos e estáveis.
Criado para financiar a conservação de florestas tropicais, o TFFF prevê pagamentos a países que reduzam o desmatamento e mantenham áreas florestais preservadas. O repasse dos recursos depende de verificação por imagens de satélite, que deverão comprovar que o desmatamento permaneceu abaixo dos limites estabelecidos pelo mecanismo.
O fundo também reserva espaço para povos indígenas e comunidades tradicionais envolvidos diretamente na proteção das florestas. A proposta prevê que pelo menos 20% dos pagamentos destinados aos países sejam direcionados a essas populações.
A entrada britânica amplia a base internacional do TFFF e pode abrir caminho para novos compromissos financeiros. O diretor-executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic, afirmou que a participação do Reino Unido reforça a busca por financiamento de longo prazo para países e populações que atuam na conservação das florestas tropicais.
O TFFF foi apresentado pelo Brasil como um mecanismo internacional para criar retorno financeiro pela manutenção da floresta em pé. A iniciativa busca mobilizar governos e investidores em torno de uma estrutura permanente de financiamento voltada à redução do desmatamento e à conservação ambiental.
Fonte: Agência Brasil







