O Rio Juruá marcou 14,04 metros na noite de quarta-feira (29 de abril) em Cruzeiro do Sul, no Acre, e a prefeitura manteve uma força-tarefa para retirar moradores de áreas de risco e abrigar 30 famílias em escolas do município após o avanço das águas.
Os desabrigados foram levados para as escolas Padre Arnoud, Corazita Negreiros, Madre Adelgundes Becker e Thaumaturgo de Azevedo. A maior concentração ficou na Escola Madre Adelgundes Becker, com 17 famílias, entre elas 10 famílias indígenas, totalizando 69 pessoas. As unidades receberam alimentação, apoio social, atendimento de saúde e estrutura para permanência temporária.
Ao todo, 146 pessoas estavam sob assistência nos quatro abrigos, enquanto a cheia afetou 28.350 pessoas, de 7.087 famílias, em bairros, comunidades rurais e vilas do município. O nível do rio seguia em elevação e se aproximava de referências recentes: faltavam cerca de 20 centímetros para igualar a marca registrada em 2017, e a maior cheia recente foi em 2021.
Além das remoções, a enchente deixou centenas de desalojados e atingiu o fornecimento de energia elétrica, com ao menos 323 famílias sem luz em áreas afetadas. O prefeito Zequinha Lima visitou o abrigo da Escola Madre Adelgundes Becker na manhã de quarta-feira e afirmou que as equipes continuariam mobilizadas. “As equipes seguem atuando de forma integrada, tanto por terra quanto pelo rio, para retirar famílias das áreas de risco e garantir todo o suporte necessário nos abrigos. Nosso compromisso é assegurar que ninguém fique desassistido neste momento”, disse.
A operação reúne Defesa Civil Municipal, Corpo de Bombeiros, secretarias municipais e outros órgãos estaduais, com mais de 90 profissionais em ações de resgate, assistência e monitoramento. Com previsão de mais chuva, o município manteve o alerta e reforçou a orientação para que moradores em áreas de risco procurem apoio antes que a água avance.








