O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac) defendeu nesta sexta-feira (20) a ampliação da fiscalização em toda a cadeia de combustíveis, da origem do produto até a bomba, como forma de esclarecer ao consumidor os motivos dos reajustes no estado.
O presidente do Sindepac, Delano Silva, afirmou que a apuração precisa ir além dos postos e alcançar todas as etapas do processo de comercialização. “É preciso fiscalizar do poço ao posto”, disse, ao argumentar que o revendedor não é o responsável direto pelos aumentos repassados ao cliente final.
Na avaliação do dirigente, a discussão sobre preços tem sido conduzida com foco excessivo no varejo e sem transparência sobre os demais elos da cadeia. “Não adianta buscar culpados isolados. É necessário explicar de forma clara como se dá a formação dos preços”, afirmou.
Delano também relacionou a alta a mudanças na política de comercialização da Petrobras, com impacto sobre distribuidoras e, na sequência, sobre os valores cobrados nas bombas. Ele citou ainda fatores externos, como o cenário geopolítico internacional, apontando que conflitos no Oriente Médio e tensões envolvendo o Irã influenciam o preço do petróleo no mercado global e repercutem no Brasil.
Ao defender o reforço da fiscalização, incluindo as distribuidoras, o presidente do Sindepac disse que a medida pode ajudar a detalhar onde ocorrem os maiores impactos no preço final e reduzir a pressão sobre os postos. “Não se pode colocar o posto contra a população. É preciso acompanhar todo o processo para que a sociedade entenda onde realmente estão os fatores que impactam o preço”, concluiu.








