Vendas do Tesouro Direto somam R$ 14,76 bilhões e têm segundo melhor resultado da história

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pelo Tesouro Direto alcançaram R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo maior resultado mensal desde a criação do programa. O volume foi impulsionado pelo Tesouro Reserva, novo papel vinculado à taxa básica de juros, e ficou apenas R$ 30 milhões abaixo do recorde registrado em março de 2026.

O resultado de junho superou em 44,51% os R$ 10,22 bilhões vendidos em maio. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento chegou a 156,03%.

Os títulos atrelados à taxa Selic concentraram 54,5% das vendas. As Letras Financeiras do Tesouro responderam por R$ 4,16 bilhões, equivalentes a 28,2% do total, enquanto o Tesouro Reserva movimentou R$ 2,09 bilhões e teve participação de 14,2%.

Os papéis corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo representaram 34,3% das vendas. Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da aplicação, ficaram com 16,7%.

O Tesouro Renda+, voltado à formação de renda para a aposentadoria, respondeu por 4,6% das vendas. O Tesouro Educa+, criado para ajudar no financiamento de despesas com o ensino superior, concentrou 2% das aplicações.

A procura por títulos vinculados à Selic ocorre em um cenário de juros elevados. A taxa básica está em 14,25% ao ano, o que aumenta a atratividade desses investimentos. Os títulos corrigidos pela inflação também ganharam espaço diante da expectativa de aumento dos preços nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto chegou a R$ 262,47 bilhões no fim de junho, alta de 4,57% em relação a maio e de 45,53% na comparação com junho de 2025. As vendas superaram os resgates em R$ 10,1 bilhões durante o mês.

O programa recebeu 261.877 novos participantes em junho e passou a contar com 35,85 milhões de investidores cadastrados. O número de pessoas com investimentos ativos alcançou 3,69 milhões, crescimento de 21,19% em 12 meses.

Os pequenos aportes concentraram a maior parte das negociações. Das 1,53 milhão de operações realizadas no mês, 75,4% tiveram valores de até R$ 5 mil. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7% do total. O valor médio por operação foi de R$ 9.648,34.

Os títulos com vencimento entre cinco e dez anos responderam por 45,7% das vendas. Os papéis com prazo de até cinco anos ficaram com 37,9%, enquanto os investimentos com vencimento superior a dez anos representaram 16,4%.

Criado em 2002, o Tesouro Direto permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet. Os recursos captados ajudam o governo federal a financiar despesas e administrar a dívida pública.

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