A Prefeitura de Rio Branco iniciou, em 13 de março de 2026, a instalação dos equipamentos da indústria de processamento de grãos voltada à agricultura familiar, com a meta de colocar a unidade em funcionamento até o fim do mês. O empreendimento foi planejado para beneficiar principalmente arroz, milho e feijão produzidos por agricultores da capital e de municípios vizinhos, criando uma etapa local de beneficiamento que hoje não existe na cidade.
O prefeito Tião Bocalom acompanhou a montagem do maquinário e afirmou que a unidade fecha uma cadeia de ações adotadas pela gestão para ampliar a produção e dar saída à colheita com maior valor agregado. “O nosso objetivo é fortalecer toda a cadeia produtiva. Começamos abrindo ramais, mecanizando áreas e incentivando o plantio. Agora estamos avançando para o beneficiamento. Hoje, Rio Branco não tem beneficiadora de arroz, feijão e milho, mas agora terá”, disse.
A planta vai atender produtores de Rio Branco e também de cidades próximas, como Senador Guiomard, Bujari, Porto Acre e Acrelândia, além de municípios da regional do Alto Acre. A prefeitura aposta que o processamento em padrão industrial melhora a qualidade do produto final, facilita a comercialização e reduz a dependência de grãos beneficiados fora do Acre, cenário que encarece custos e limita a competitividade do agricultor familiar.
O projeto reúne a construção do Galpão Agroindustrial da Agricultura Familiar e a aquisição de equipamentos, com investimento total estimado em cerca de R$ 20 milhões, segundo a administração municipal, financiado com recursos próprios. O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Joabe Lira, afirmou que o início da montagem abre caminho para novas frentes de industrialização de alimentos no estado. “Essa indústria de beneficiamento de arroz e milho é um marco para o nosso estado. É o início de um processo que pode impulsionar o desenvolvimento econômico, fortalecer o agronegócio e gerar oportunidades”, declarou.
Com a instalação em andamento e a previsão de início das operações até o fim de março de 2026, a expectativa da prefeitura é que a indústria altere a rotina de escoamento da safra regional, encurtando o caminho entre a lavoura e o mercado e ampliando a renda do produtor ao transformar a colheita em grão beneficiado pronto para consumo e venda.








