O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) passou a oferecer, desde 9 de março, uma Ouvidoria das Mulheres para acolher, orientar e encaminhar denúncias e outras demandas ligadas à violência de gênero, em um momento em que o Acre registrou a maior taxa de feminicídios do país em 2025. A iniciativa foi destacada nesta segunda-feira, 16 de março, data do Dia Nacional do Ouvidor, quando o órgão reforçou o papel da Ouvidoria-Geral como ponte permanente entre a população e a instituição.
A Ouvidoria-Geral do MPAC é comandada pela procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, que afirmou que o canal funciona como espaço de participação social dentro do Ministério Público. “A Ouvidoria é o espaço onde a cidadania encontra voz dentro da instituição. Cada manifestação recebida é uma oportunidade de aprimorar nossa atuação e fortalecer o compromisso do Ministério Público com a sociedade”, disse.
O novo serviço voltado às mulheres foi apresentado como resposta institucional a um cenário de alta letalidade. O relatório “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, registrou 14 vítimas de feminicídio no Acre em 2025, com taxa de 3,2 mortes a cada 100 mil mulheres — a mais alta do país — enquanto a taxa nacional ficou em 1,43.
Na avaliação de Kátia Rejane, o recorte estadual impõe atuação contínua e ampliada de acolhimento e encaminhamento. “Cada estatística representa uma vida interrompida e uma família marcada pela dor. Não podemos naturalizar esses números. Eles nos convocam a agir com responsabilidade e sensibilidade, fortalecendo canais de escuta e proteção às mulheres”, afirmou.
O contato com a Ouvidoria das Mulheres pode ser feite pelo telefone (68) 3212-2000, WhatsApp (68) 99207-2207 e pela central gratuita 0800 970 2078; o atendimento presencial ocorre no prédio-sede do MPAC, na Rua Fátima Maia, 200, no bairro Jardim Europa, em Rio Branco.








