Ipea faz pesquisa para combater desinformação sobre políticas pública

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) iniciou uma pesquisa com servidores que ocupam cargo em comissão ou função de confiança na administração pública federal para medir como a desinformação tem interferido no desenho, na execução e na comunicação de políticas públicas. O questionário é enviado pelo aplicativo SouGov e pode ser respondido até 2 de junho.

O levantamento, chamado Desinformação e Políticas Públicas, leva cerca de 15 minutos e é anônimo. O instituto afirma que não coleta dados pessoais que identifiquem os participantes e que o estudo segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados e normas aplicáveis a pesquisas em ciências humanas e sociais.

A pesquisa é conduzida pela Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) e pretende mapear como servidores e gestores percebem e enfrentam conteúdos falsos ou distorcidos que circulam nas redes e acabam pressionando a gestão pública. A intenção é identificar impactos sobre decisões, implementação de programas, relação com a sociedade e confiança nas instituições, além de levantar práticas já adotadas pelos órgãos para reduzir danos.

Um dos responsáveis pelo estudo, Antônio de Pádua de Lima Brito, diz que o objetivo é entender como esse tipo de conteúdo afeta rotinas administrativas e a capacidade de mediação do Estado em temas sensíveis, que costumam gerar ondas de boatos e campanhas coordenadas. A diretora da Diest, Luseni Aquino, também relaciona o tema a episódios recentes em áreas como vacinação, economia e segurança pública, onde informações falsas dificultam a adoção de medidas e alimentam resistência a políticas já em curso.

O Ipea prevê concluir o trabalho e divulgar um relatório em novembro, após o período eleitoral. A expectativa é que o diagnóstico ajude a orientar estratégias de comunicação institucional, aperfeiçoar respostas a crises informacionais e reforçar mecanismos de transparência e prestação de contas na gestão federal.

Fonte: Agência Brasil

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