A Prefeitura de Rio Branco mobilizou, na manhã desta sexta-feira (17), equipes e maquinário pesado para um mutirão de limpeza nos bairros da Baixada da Sobral atingidos pelas enxurradas dos últimos dias, com frentes de trabalho voltadas à retirada de entulho, recolhimento de lixo e desobstrução de redes pluviais para reduzir novos alagamentos em caso de mais chuva na capital.
Mais de 50 trabalhadores participaram das ações de capina, roçagem e limpeza, com apoio de mais de 30 patrulhas mecanizadas, além de caçambas e equipamentos usados para remover materiais acumulados em vias, margens e dentro de córregos. O secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que o serviço ocorre de forma regular e foi reforçado nas áreas mais afetadas. “Só no mês de março, retiramos mais de 110 toneladas de entulhos. Nas últimas semanas, intensificamos ainda mais as ações nos bairros afetados. Estamos em campo com várias equipes trabalhando nos pontos mais críticos durante toda esta sexta-feira”, disse.
A prefeitura também cobrou participação dos moradores para evitar que o descarte irregular volte a entupir canais e bocas de lobo. “É essencial a colaboração dos moradores para que a situação não piore. Não descarte lixo e entulhos de forma irregular. Realizamos limpezas gerais programadas e, quando isso acontece, avisamos as comunidades com uma semana de antecedência”, afirmou Tony Roque.
O assessor técnico da secretaria, Dime Menezes, disse que o reforço foi determinado pelo prefeito Alysson Bestene e incluiu limpeza de córregos e retirada de materiais para diminuir os efeitos de novas enxurradas. “Se chover novamente, como está previsto, os efeitos de uma possível enxurrada serão menores”, afirmou. Ele orientou que a população use o telefone e WhatsApp (68) 3212-7474 para solicitar retirada de entulhos, denunciar descarte ilegal e pedir outros serviços.
Somente pela manhã, a operação retirou mais de 20 toneladas de entulhos e lixo. Entre os itens recolhidos estavam carcaças de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, pneus, restos de móveis, madeira, sacos plásticos, calçados, colchões, sofás, ferragens, partes de computadores e televisores, aparelhos de som, galhos de árvores, vasos sanitários, pias e carrinhos de bebê, com grande parte do material acumulado nas margens e dentro dos córregos. A prefeitura reforçou que o descarte irregular em áreas de preservação, cursos d’água e beiras de rua agrava riscos ambientais e sanitários e dificulta o escoamento da chuva, elevando a chance de transbordamentos e danos em períodos de precipitação intensa.








