A Defensoria Pública da União (DPU) alertou nesta segunda-feira (27) para a atuação de criminosos que se passam por defensores públicos federais para enganar pessoas que têm ou tiveram ações ajuizadas pelo órgão e induzi-las a fazer pagamentos indevidos, com promessas falsas de liberação de dinheiro no processo.
Segundo a DPU, os golpistas entram em contato principalmente pelo WhatsApp e usam nome e imagem de defensores públicos federais para solicitar transferências via PIX, boleto, depósito ou cartão de crédito. Entre as justificativas, eles alegam supostos tributos, dívidas, custas de cartório e até “honorários” para viabilizar o recebimento de valores.
“A abordagem por contatos telefônicos ou mensagens costuma explorar a expectativa por boas notícias, mas inclui pedidos indevidos, como envio de dados bancários ou pagamento de taxas. A DPU reforça que os seus serviços são totalmente gratuitos. As pessoas assistidas pela instituição são isentas do pagamento de qualquer valor em todas as fases do processo”, informou a Defensoria.
O caso mais recente citado pelo órgão ocorreu em Aracaju. A DPU também registrou golpes nos últimos meses em Brasília e informou que, em 2025, fraudes envolvendo nomes de defensores foram mais numerosas nas regiões Sul e Sudeste.
Para evitar prejuízos, a Defensoria orienta que qualquer contato que se apresente como sendo da instituição seja checado pelos canais oficiais já usados pelo assistido ou diretamente em uma unidade. A DPU reforça que a liberação de valores judiciais ocorre em bancos credenciados, mediante alvará judicial, presencialmente pelo beneficiário ou por advogado com procuração. O órgão também recomenda atenção a sinais de falsificação em documentos e mensagens, como logomarcas incorretas, formatação incomum e erros de português, e pede que comunicações suspeitas sejam tratadas como tentativa de fraude.








