A condenação de Gladson Cameli pelo Superior Tribunal de Justiça, nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, encerra uma das etapas mais importantes da Operação Ptolomeu e abre uma nova fase no processo, agora com a formalização do acórdão e a possibilidade de recursos da defesa.
A Corte Especial do STJ condenou Gladson a 25 anos e 9 meses de prisão em ação penal que apurou crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.
O resultado foi proclamado pelo presidente do colegiado ao fim da sessão. Foram oito votos pela condenação nos termos do voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, e três votos também pela condenação, mas com divergência em relação à dosimetria da pena.
Com o placar, prevaleceu o voto de Nancy Andrighi. Além da pena de prisão, a relatora também fixou multa, indenização ao Estado do Acre e perda do cargo.
O julgamento havia começado em dezembro de 2025, quando Nancy votou pela condenação. A análise foi suspensa por pedido de vista e retomada nesta quarta-feira.
Antes da proclamação do resultado, a defesa voltou a questionar pontos do processo. O presidente do STJ afirmou, no entanto, que o voto estava baseado na jurisprudência do próprio tribunal e do Supremo Tribunal Federal.
Com a decisão, o caso segue para a publicação do acórdão. Depois disso, a defesa poderá apresentar recursos. Politicamente, a condenação recoloca a Operação Ptolomeu no centro do debate público no Acre e marca o desfecho mais grave até agora da trajetória judicial de Gladson Cameli.








