O número de famílias beneficiárias do Bolsa Família no Acre caiu para 123,7 mil em abril de 2026, no menor patamar da série recente divulgada pelo governo federal, após oscilações nos últimos anos. O recuo aparece depois de o estado ter encerrado 2022 com 133,4 mil famílias atendidas, cair em 2023 para 130,9 mil, voltar a crescer em 2024 para 133,9 mil e reduzir novamente em 2025, quando o total ficou em 125 mil. Na comparação com 2024, a diferença é de cerca de 10,2 mil famílias a menos no programa.
Em abril, os pagamentos no Acre somaram mais de R$ 89,4 milhões. Rio Branco concentrou a maior quantidade de beneficiários, com 42,4 mil famílias, seguido por Cruzeiro do Sul (13.880), Sena Madureira (8.694), Tarauacá (8.578) e Feijó (5.885). No recorte de valores, Santa Rosa do Purus registrou o maior benefício médio por família, de R$ 900,21, enquanto a média estadual ficou em torno de R$ 725.
O desenho do repasse manteve os adicionais previstos nas regras atuais do programa. No Acre, 68,2 mil crianças de zero a seis anos receberam o Benefício Primeira Infância, de R$ 150 por criança, e os complementos de R$ 50 foram pagos para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos. O estado também teve registros de atendimento a grupos prioritários, como famílias indígenas e pessoas em situação de rua, que entram nas faixas de acompanhamento definidas pelo governo.
A queda no número de beneficiários ocorre em um contexto de intensificação da revisão e atualização do Cadastro Único em 2026, com convocação nacional para que famílias atualizem dados dentro do prazo máximo de 24 meses. A medida tem impacto direto na manutenção do benefício, já que inconsistências e ausência de atualização podem levar a bloqueio ou cancelamento do pagamento até a regularização.
No cenário nacional, o programa atendeu 18,9 milhões de famílias em abril, com benefício médio de R$ 678,22 e investimento de R$ 12,79 bilhões. Mesmo com a redução de beneficiários, o Acre aparece entre os estados com valores médios mais altos no mês, reflexo do peso dos adicionais e do perfil socioeconômico de parte das famílias inscritas.








