Refinarias da Petrobras chegam a 103% da capacidade

As refinarias da Petrobras operaram a até 103% da capacidade nesta semana, movimento que ocorre em meio ao esforço da estatal para ampliar a produção de combustíveis e reduzir a exposição do mercado brasileiro ao cenário internacional de petróleo. O dado foi antecipado pela presidente da companhia, Magda Chambriard, durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre.

No primeiro trimestre de 2026, o fator de utilização total das refinarias ficou em 95%. Em março, o índice chegou a 97,4%, o maior nível desde dezembro de 2014. Na teleconferência com investidores, o diretor de Processos Industriais e Produtos, William França, disse que as refinarias operaram a 103% entre 11 e 12 de maio.

O indicador mede o volume de petróleo processado em relação à capacidade de referência das unidades. Por isso, pode superar 100% quando a carga fica acima da referência instalada, desde que a operação permaneça dentro dos limites de projeto, segurança, meio ambiente e qualidade e tenha aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A Petrobras atribui o avanço à maior confiabilidade das refinarias, à redução do tempo de parada para manutenção e ao aumento da produção de petróleo no início do ano. Segundo a direção da companhia, 2026 tem menos intervenções programadas porque parte relevante das manutenções foi concentrada em 2025 para preparar as unidades para campanhas mais longas de operação.

Um dos exemplos citados pela estatal é a Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, na região metropolitana do Recife. A unidade, com capacidade de 130 mil barris por dia, passou por manutenção no primeiro trimestre do ano passado e agora opera com carga superior, entre 140 mil e 150 mil barris diários. Em abril, a refinaria bateu recorde na produção de diesel S-10, com 385 milhões de litros, acima da marca anterior de 373 milhões registrada em julho de 2016.

A Petrobras tem 11 refinarias, incluindo o Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro. A maior é a Refinaria de Paulínia, no interior paulista, responsável por cerca de 30% de todo o refino de petróleo do país. Com a utilização das plantas em patamar máximo, a estatal tenta ampliar a produção doméstica de derivados num momento de volatilidade no mercado internacional de petróleo.

 

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