O Acre ampliou a cobertura vacinal contra a brucelose em fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses com a formação de agentes vacinadores para atuar no campo. Os cursos, promovidos pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, sindicatos rurais e outras instituições do setor, aumentam o número de profissionais habilitados a aplicar a vacina obrigatória e a atender propriedades, principalmente nas regiões mais distantes.
A capacitação reúne aulas teóricas e práticas sobre aplicação da vacina, manejo dos animais, biossegurança e exigências sanitárias para o exercício da atividade. Durante a formação, os participantes também recebem orientação sobre doenças que afetam a pecuária, como febre aftosa, raiva e encefalopatia espongiforme bovina, com foco no controle da brucelose.
Com a primeira etapa da campanha de vacinação em andamento, a ampliação do número de agentes facilita o acesso dos produtores ao serviço e aumenta a capacidade de atendimento no campo. A meta é garantir que mais bezerras sejam imunizadas dentro da faixa etária recomendada, reduzindo o risco de prejuízos à pecuária, como abortos, queda da fertilidade e perda de produção.
Coordenador do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose, Jean Carlos Torres afirmou que a vacinação segue como uma das principais barreiras contra a doença. “Além dos impactos nos rebanhos, a enfermidade também representa risco à saúde pública, por ser uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos”, disse.
Os resultados da cobertura vacinal já apareceram nos números mais recentes. Em 2025, o Acre chegou a 94,2% de imunização contra a brucelose, acima dos 79% registrados no ano anterior. Segundo o setor, o avanço reflete a ampliação das ações de defesa sanitária e o aumento de profissionais treinados para atuar diretamente nas propriedades rurais.
Produtores e trabalhadores da pecuária interessados em atuar na vacinação podem solicitar novas turmas por meio do Senar. A oferta dos cursos leva em conta a demanda dos municípios e os índices de vacinação, com prioridade para as áreas com maior necessidade de agentes capacitados.







