O Brasil entra na semana sob atenção para focos de calor, mar agitado no Atlântico Sul e instabilidade sísmica na Venezuela. O cenário reúne risco de queimadas em áreas do país, aviso de mar grosso em pontos oceânicos próximos ao Sul brasileiro e novos abalos após os terremotos que atingiram o território venezuelano em 24 de junho.
No monitoramento do fogo, os dados mais recentes consolidados até meados de junho mostram 16.585 focos registrados no país em 2026, volume próximo da média histórica para o período. A situação, porém, não é uniforme. A Caatinga aparece como o bioma de maior desvio positivo, com cerca de 130% acima da média, enquanto a Amazônia, mesmo abaixo da média histórica, teve alta de aproximadamente 37% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O avanço do período seco no Centro-Oeste e em parte do interior do país aumenta a necessidade de vigilância nos próximos meses.
Entre os estados, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba aparecem com focos consideravelmente acima da média no levantamento federal. Bahia, Pará, Maranhão, Pernambuco, Alagoas e Amapá também registram situação moderadamente acima da média. A combinação de tempo firme, baixa umidade, vegetação seca e vento favorece a propagação do fogo, sobretudo em áreas rurais e de vegetação nativa.
No Atlântico Sul, o alerta se concentra na costa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O aviso vigente da Marinha prevê vento forte a muito forte entre Chuí e Laguna, com rajadas, além de mar grosso a muito grosso em área oceânica, onde as ondas podem variar de 3 a 6 metros. Para a faixa costeira entre Chuí e Laguna, a previsão é de ressaca com ondas de 2,5 metros a partir de 2 de julho.
A instabilidade no mar ocorre em meio à passagem de sistema frontal pelo Sul. A previsão semanal aponta chuva forte em pontos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com acumulados que podem ultrapassar 90 milímetros em áreas isoladas. No Centro-Oeste, o tempo deve permanecer predominantemente estável, sem previsão de chuva em grande parte de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, condição que mantém atenção para o risco de queimadas.
Na Venezuela, a terra voltou a tremer após dois fortes terremotos registrados em 24 de junho. Os abalos principais tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, com epicentros no norte do país, a oeste de Caracas. Nos dias seguintes, novos sismos menores foram registrados, incluindo ocorrências próximas a La Victoria e Naiguatá. A sequência mantém o alerta para réplicas e para riscos em estruturas já afetadas.
O conjunto de fenômenos não tem uma causa única, mas reforça um período de atenção simultânea para clima, oceano e geologia na América do Sul. No Brasil, a recomendação é evitar queimadas, não descartar material inflamável em áreas de vegetação e acompanhar os avisos meteorológicos e marítimos. Em regiões sob ressaca, a orientação é evitar navegação, pesca, esportes náuticos e permanência em áreas expostas do litoral.







