A bandeira tarifária amarela continuará em vigor em agosto de 2026, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 31, pela Agência Nacional de Energia Elétrica e vale para consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional.
Este será o quarto mês consecutivo com a bandeira amarela. A cobrança adicional ocorre devido ao período seco, que reduz o nível dos reservatórios das hidrelétricas e exige maior uso de usinas termelétricas, cuja produção de energia tem custo mais alto.
Uma residência que consumir 200 kWh durante o mês, por exemplo, terá acréscimo de R$ 3,76 na conta de energia, antes da aplicação de impostos.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições e os custos da geração de energia no país. A bandeira verde representa condições favoráveis e não gera cobrança adicional. A amarela entra em vigor quando os custos aumentam.
Na bandeira vermelha, a taxa adicional é maior. O Patamar 1 acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, enquanto o Patamar 2 cobra R$ 7,87 pela mesma quantidade de energia.
As condições do sistema elétrico são avaliadas mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. A análise considera a situação dos reservatórios, a previsão de chuvas, a demanda por eletricidade e a necessidade de acionamento das termelétricas.







